Instituto Brasileiro do Crisotila envia resposta à coluna publicada no Portal IMPRENSA
Instituto Brasileiro do Crisotila envia resposta à coluna publicada no Portal IMPRENSA
Na última segunda-feira (05), o Instituto Brasileiro do Crisotila enviou à redação do Portal IMPRENSA um e-mail, no qual respondia críticas publicadas pelo colunista Wilson da Costa Bueno, no texto "Um jornalismo mais investigativo para a divulgação científica", publicado em 05/01.
Abaixo, a íntegra do texto:
"Em seu artigo "Um jornalismo mais investigativo para a divulgação científica" (portal Imprensa, dia 5/1/2009), o professor Wilson Bueno ignorou - assim como a própria reportagem do "Estadão" (de 19/12/2008) mencionada - o conflito de interesses que há no fato de uma auditora fiscal do Ministério do Trabalho, Fernanda Giannasi, que deveria fiscalizar as condições de trabalho, ter fundado a Associação Brasileira dos Expostos ao Amianto (Abrea), diretamente relacionada ao seu objeto de fiscalização. Aqui, sim, há indisfarçável conflito ético.
O prof. Bueno omitiu também de seus leitores que o R$ 1 milhão destinado pelo Instituto Brasileiro do Crisotila (IBC) à pesquisa Asbesto Ambiental representa 41% dos recursos destinados à pesquisa. A pesquisa ainda conta com financiamento do Governo do Estado de Goiás. A participação do IBC já estava prevista logo no início, quando da apresentação do projeto ao CNPq, órgão que a aprovou e que arca com 39% do total envolvido. O IBC só decidiu destinar 41% do valor necessário ao estudo após as recusas da Fundacentro (Ministério do Trabalho) e da Fiocruz (Ministério da Saúde) em participarem do mesmo, inclusive do seu custeio. Também o Ministério Público de São Paulo, convidado a participar na qualidade de auditor, recusou-se a fazê-lo.
O IBC é uma entidade tripartite que reúne representantes de empresários, de trabalhadores e do governo. Por trás da tentativa de desacreditar a pesquisa Asbesto Ambiental está o interesse de uma multinacional em conquistar um mercado de R$ 2,6 bilhões por ano, no qual atuam apenas empresas genuinamente brasileiras.
É notória a dificuldade de obtenção de recursos para a realização de pesquisas no País. Colocar em dúvida em razão das fontes de financiamento a isenção da pesquisa Asbesto Ambiental e dos pesquisadores nela envolvidos é duvidar do método científico, uma vez que qualquer cientista poderá ter acesso à metodologia que está sendo empregada e aos resultados que vierem a ser obtidos e, assim, reproduzir o experimento e chegar às mesmas conclusões. As acusações que estão sendo feitas ao estudo, de que conteria vícios de origem, com certeza partem de setores que temem as conclusões que estão por vir e preferem o obscurantismo dos "achismos".
Quanto à conclusão do Prof. Bueno, de que "amianto faz mal e pronto", ela é verdadeira apenas até certo ponto: depende dos cuidados adotados no manuseio dessa fibra natural. Do contrário, iremos concluir que "raio-X faz mal e pronto", assim como "energia nuclear faz mal e pronto", e voltaremos à Idade da Pedra, sem usufruir dos inegáveis benefícios que o uso seguro e responsável do amianto crisotila propicia não só a brasileiros como a norte-americanos, canadenses e aos cidadãos de mais de 130 países.
Talvez o Prof. Bueno não saiba, mas o Brasil possui uma das mais rígidas leis relacionadas ao uso controlado do amianto. Desde que se descobriu os riscos do uso indiscriminado da fibra, as indústrias brasileiras investiram pesado em modernos sistemas de segurança no trabalho e hoje o amianto crisotila brasileiro é beneficiado de forma absolutamente segura e responsável, não oferecendo quaisquer riscos a trabalhadores e consumidores.
Aproveito para, uma vez mais, convidar o Prof. Bueno a visitar, livre de quaisquer preconceitos, a mina de Cana Brava, em Minaçu (GO), de onde é extraído todo o amianto crisotila brasileiro, assim como uma fábrica de telhas de fibrocimento com amianto em Goiânia, a fim de verificar in loco o modo seguro com que os trabalhadores da cadeia do amianto crisotila manuseiam o mineral. Aceitando o convite e reportando fria e equilibradamente o que constatar, o ilustre professor permitirá ao IBC gastar menos com matérias pagas destinadas a esclarecer a opinião pública e investir mais em pesquisa científica.
Atenciosamente,
Marina J. de Aquino, presidente-executiva do Instituto Brasileiro do Crisotila.
Goiânia, 05 de janeiro de 2009".






