Instituição sunita diz que a republicação das charges do Maomé foi uma "conduta vergonhosa"

Instituição sunita diz que a republicação das charges do Maomé foi uma "conduta vergonhosa"

Atualizado em 22/02/2008 às 17:02, por Redação Portal IMPRENSA.

Em comunicado divulgado na imprensa egípcia, nesta sexta-feira (22), uma das principais instituições sunitas do mundo, a Al-Azhar, qualificou de "conduta vergonhosa" a nova publicação de charges de Maomé na imprensa da Dinamarca e da Holanda.

Na nota, assinada pelo xeque Mohamed Sayed Tantawi, máxima autoridade da instituição, a entidade condenou as charges porque "a liberdade de expressão não significa ferir os demais".

"A Al-Azhar, junto com outras instituições religiosas do Egito, condena o que alguns meios de comunicação dinamarqueses fizeram, ao voltar a publicar as caricaturas, consideradas ofensivas para o profeta", afirma o texto.

A Al-Azhar advertiu "aqueles que não saibam o que é a honra humana da insistência de continuar com esta ação vergonhosa".

Isso porque a imprensa dinamarquesa voltou a publicar recentemente as polêmicas charges do profeta Maomé, cuja divulgação, em 2005, gerou uma onda de protestos no mundo muçulmano, que incluiu o boicote a produtos dinamarqueses e terminou com mais de cem mortos em diferentes países.

Dezesseis jornais voltaram a divulgar as caricaturas depois que se descobriu um plano para assassinar um dos chargistas.

As informações são da Agência EFE.

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