Instituição do Islã pede que muçulmanos ignorem edição “odiosa” do “Charlie Hebdo”

Lançada na última quarta-feira (14/01), a chamada “edição dos sobreviventes” do Charlie Hebdogerou polêmica no mundo muçulmano. Segundoa agência AFP, uma das instituições mais tradicionais do Islã, a Al Azhar, com sede no Egito, pediu aos seus seguidores que ignorem as novas charges publicadas de Maomé.

Atualizado em 15/01/2015 às 11:01, por Redação Portal IMPRENSA.

a chamada “edição dos sobreviventes” do Charlie Hebdo gerou polêmica no mundo muçulmano. Segundo a agência AFP, uma das instituições mais tradicionais do Islã, a Al Azhar, com sede no Egito, pediu aos seus seguidores que ignorem as novas charges publicadas de Maomé.
Crédito:Reprodução Nova edição do "Charlie Hebdo" causou revolta entre muçulmanos A capa do semanário trouxa a ilustração do profeta em prantos, exibindo um cartaz com a frase "Je suis Charlie". "Al Azhar pede a todos os muçulmanos que ignorem esta odiosa frivolidade", afirmou a instituição em comunicado.

A nota destacou ainda os desenhos “não respeitam nenhuma moral ou norma de civilização”, e que "a estatura do profeta da misericórdia é maior e mais nobre”, e por isso, não deve ser ofuscada.

No dia anterior ao lançamento da edição, a Al Azhar havia considerado a publicação de "insultante para com o profeta", além de contribuir para "atiçar o ódio".

O Irã também criticou a charge, classificando-a como "insultante e prejudicial aos sentimentos dos muçulmanos".

"Condenamos o terrorismo em todo o mundo (...) mas ao mesmo tempo condenamos este gesto insultante da revista", afirmou a porta-voz do ministério das Relações Exteriores, Marzieh Afkham.