Insatisfeito com cobertura sobre a Chevron, Correa rasga jornais e ameaça a imprensa
Insatisfeito com cobertura sobre a Chevron, Correa rasga jornais e ameaça a imprensa
O presidente do Equador, Rafael Correa, rasgou exemplares de três jornais de seu país e alertou os veículos que a Lei Orgânica de Comunicação os obriga a “publicar as notas de interesse público”. Esta é a quinta vez que o presidente rasga jornais durante suas transmissões, informou a ONG Equatoriana Fundamedios.
De acordo com o Blog Jornalismo na Américas, o ato ocorreu em razão da cobertura que jornais como Hoy , El Comercio e La Hora realizaram de sua campanha “As mãos sujas da Chevron”, a qual aborda o processo legal que o Equador mantém contra a petroleira por dano ambiental na Amazônia.
O presidente alega que embora a campanha tenha dado “a volta ao mundo”, o jornal Hoy só publicou “um quadrinho”. “Isso se chama censura prévia, manipulação, porque são notícias claramente de interesse nacional e [os jornais] têm a obrigação de apresentar, mas como são negócios privados acham que podem decidir o que apresentar e o que não”, acrescentou.
Correa criticou a nota do El Comercio intitulada “Decisão do Tribunal de Haya absolve Chevron”, que segundo ele se baseou apenas em um release da petroleira. “É preciso aplicar a Lei de Comunicação para que, nas mesmas oito colunas da notícia, a imprensa corrupta do país corrija esta mentira”, e rasgou o exemplar enquanto dizia “nem para amadurecer abacates!”.
“Esta é a imprensa que devemos enfrentar. Estes são piores que o diário El Universo que se acalmou depois da aprovação da Lei de Comunicação e desde que ganhamos a ação judicial contra eles e assim aprenderam uma lição. O pior de todos é o La Hora , este pasquim é um insulto, nem o jornal Hoy o alcança”, afirmou Correa.
“Liberdade de expressão também é rasgar jornais, assim como disse que fazer um sinal de rechaço com o dedo do meio é liberdade de expressão. Eu rasgo jornais em protesto contra a manipulação dessa imprensa corrupta. Agora o choro da CIDH", concluiu.
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