Iniciativa “entreviste uma mulher” provoca uso de fontes femininas em textos jornalísticos

Projeto oferece contatos de mulheres com ganhos relevantes em suas áreas, que podem ser fontes em matérias, pesquisas, debates e palestras.

Atualizado em 22/08/2014 às 14:08, por Redação Portal IMPRENSA.

O site Olga desenvolveu um novo projeto para dar voz à fala feminina nos veículos de comunicação. Sem uma presença constante na mídia, mulheres especialistas em diversos temas são apenas 25% das vozes ouvidas no Brasil, conforme pesquisa da Superinteressante . Em “ ”, o jornalista que busca uma fonte para uma matéria pode encontrar contatos de diversas colunistas, blogueiras, colaboradoras de jornais, além de líderes empresariais e docentes brasileiras.
Crédito:Reprodução Iniciativa busca ampliar voz de fontes femininas em jornalísticos
Em outros países, a situação também tem se repetido. Em 2013, a Universidade de Nevada pesquisou 352 matérias de primeira página do New York Times e viu que, dentre os entrevistados, 65% eram homens e apenas 19% eram mulheres (17% se referiam a fontes institucionais). Temas como o assédio sexual em locais públicos podem ganhar uma visão diferenciada se vistas sob o olhar feminino. “O debate em assuntos de interesse especial às mulheres — como o aborto, por exemplo — ficam empobrecidos ou enviesados”, diz a Olga em nota sobre a iniciativa. “É necessário que a mídia busque a diversidade, incluindo as mais diferentes perspectivas e pontos de vista, para criar reportagens e análises mais ricas e complexas. E isso não será atingido se as opiniões de metade da população não forem levadas em conta”, completa. Os profissionais de imprensa dispostos a procurar uma fonte pela plataforma encontram, além do contato de uma especialista, uma minibiografia da eventual entrevistada e suas áreas de conhecimento.
O projeto também abre espaço para mulheres que desejam ser fonte. Para tanto, é necessário enviar sua minibiografia, (no máximo, quatro linhas), as áreas de seu expertise, exemplos do seu trabalho (links, estudos, sites, páginas no Facebook), a cidade onde vive e seu contato (não se esqueça do DDD) para o e-mail com o título “Entreviste Uma Mulher”. Também é permitido indicar outras mulheres, desde que com o devido consentimento.