Ingrid Betancourt lança livro em São Paulo sobre período em que esteve sequestrada pelas Farc
Ingrid Betancourt lança livro em São Paulo sobre período em que esteve sequestrada pelas Farc
Atualizado em 04/11/2010 às 15:11, por
Luiz Gustavo Pacete/Redação Revista IMPRENSA.
Por A ex-senadora e ativista franco-colombiana Ingrid Betancourt, que hoje vive na França, lançou na última quarta (03), em São Paulo (SP), o livro "Não há silêncio que não termine", pela editora Companhia das Letras. Ingrid conta na obra as experiências vividas durante os sete anos sob o poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e veio para o Brasil para falar sobre sua obra.
"Eu não tive a opção de não escrever este livro. É como se eu tivesse a responsabilidade de testemunhar o que aconteceu e o que continua acontecendo em meu país", disse no evento. Ingrid ressalta que foi muito difícil terminar a obra em função dos terríveis momentos que passou no cativeiro. Mas agora ela sente paz em dizer que conseguiu descrever tanto as difíceis experiências como também os erros que cometeu.
Ingrid foi sequestrada em 2002, quando concorria ao cargo de presidente da República da Colômbia. À época, ela esteve em uma região considerada perigosa e teria recebido orientação de não ir ao local. A sugestão não foi acatada pela então candidata à Presidência, que ficou mais de dois mil dias como refém das Farc.
Apesar da libertação de Ingrid ter sido importante para várias nações e da ativista ter se transformado em um ícone político, há quem não aprove toda a exposição e as atitudes de Ingrid. A ex-senadora foi acusada diversas vezes de estar sendo oportunista.
Para alguns colombianos, por exemplo, a ex-senadora se aproveita da situação e se realmente estivesse interessada em uma mudança no país não teria ido para a Franca. "No meu país muitos não gostam dela, principalmente por considerarem que ela faz muita demagogia", diz para IMPRENSA o estudante de psicologia da cidade de Cali, Raul David Magonsa.
Ela rebate as críticas dizendo que desde que entrou na vida política vive uma série de difamações e calúnias. "Existem fatores objetivos e interesses em relação a mim e a Colômbia. São pessoas em meu país que não queriam ver-me fazendo política, muitos tinham medo da minha exposição", avalia. Ingrid ressalta que quando esteve no congresso denunciou um sistema de armas e, por isso, foi vítima de inúmeros ataques.
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| Divulgação | |
| Ingrid Betancourt |
Ingrid foi sequestrada em 2002, quando concorria ao cargo de presidente da República da Colômbia. À época, ela esteve em uma região considerada perigosa e teria recebido orientação de não ir ao local. A sugestão não foi acatada pela então candidata à Presidência, que ficou mais de dois mil dias como refém das Farc.
Apesar da libertação de Ingrid ter sido importante para várias nações e da ativista ter se transformado em um ícone político, há quem não aprove toda a exposição e as atitudes de Ingrid. A ex-senadora foi acusada diversas vezes de estar sendo oportunista.
Para alguns colombianos, por exemplo, a ex-senadora se aproveita da situação e se realmente estivesse interessada em uma mudança no país não teria ido para a Franca. "No meu país muitos não gostam dela, principalmente por considerarem que ela faz muita demagogia", diz para IMPRENSA o estudante de psicologia da cidade de Cali, Raul David Magonsa.
Ela rebate as críticas dizendo que desde que entrou na vida política vive uma série de difamações e calúnias. "Existem fatores objetivos e interesses em relação a mim e a Colômbia. São pessoas em meu país que não queriam ver-me fazendo política, muitos tinham medo da minha exposição", avalia. Ingrid ressalta que quando esteve no congresso denunciou um sistema de armas e, por isso, foi vítima de inúmeros ataques.
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