Informações solicitadas ao Facebook por CPMI das Fake News podem nunca chegar
Em resposta à CPMI das Fake News, o Facebook anunciou que vai esperar decisão de um juiz dos Estados Unidos para repassar ou não informaçõessolicitadas pelos parlamentares da comissão sobre contas de redes sociais supostamente usadas pelo grupo bolsonarista apelidado de "gabinete do ódio".
Atualizado em 02/03/2020 às 19:03, por
Redação Portal IMPRENSA.
O "gabinete do ódio" foi objeto de depoimento à CPMI da deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) e seria responsável pela disseminação de mensagens ofensivas e fake news.
Os bancos de dados do Facebook não ficam no Brasil. Em ofício recentemente enviado ao presidente da CPMI (senador Angelo Coronel, do PSD da Bahia), a empresa informou que segue acordo bilateral Brasil-EUA regulado por decreto de 2001, segundo o qual o fornecimento de conteúdo pode configurar violação da lei americana e ser responsabilizado juridicamente. Joice Hasselman falou à CPMI das Fake News sobre o "gabinete do ódio" De acordo com reportagem de Rubens Valente, publicada pela Folhapress neste sábado (29), a obtenção dos dados pela CPMI necessitaria de um pedido ao DRCI (Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional), órgão do Ministério da Justiça e da Segurança Pública submetido ao ministro Sergio Moro.
Para especialistas, a legislação dos EUA tem sido um empecilho para o cumprimento desse tipo de acordo de cooperação.
A CPMI também solicitou a preservação de várias contas do Instagram suspeitas de serem operadas por bolsonaristas.





