Informação independente, plural e confiável é defendida por aliança de 20 países na ONU

Preocupados com o enfraquecimento do jornalismo profissional, o controle político sobre veículos de informação e a produção de desinformaçãoem massa online, especialmente durante campanhas eleitorais, um grupo de 20 países assinou nesta quinta-feira (26), na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, um termo de cooperação para garantir, especialmente na internet, uma informação "livre, independente, plural e confiável".

Atualizado em 27/09/2019 às 17:09, por Redação Portal IMPRENSA.


Crédito:ONU Lançada pela ONG Repórteres sem Fronteiras, a iniciativa foi batizada de Aliança sobre Informação e Democracia. Países de todos os continentes aderiram ao compromisso, incluindo França, Canadá, Coreia do Sul, Costa Rica e Tunísia.
O ministro francês das Relações Exteriores, Jean-Yves Le Drian, declarou que o surgimento de um espaço digital global está sacudindo o mundo da informação e trazendo riscos.

"O quadro atual está minando a confiança nas instituições democráticas", acrescentou.
Os países que fazem parte do acordo se comprometem a promover marcos jurídicos nacionais e internacionais em defesa da liberdade de expressão e a estimular as empresas jornalísticas a respeitarem os princípios de transparência, responsabilidade e neutralidade.
"É a primeira vez, desde o surgimento do espaço digital de informação e comunicação, que os Estados enunciam os princípios democráticos nesta área, adaptados para a era tecnológica", afirmou o secretário-geral da RSF, Christophe Deloire. Segundo ele, se as democracias não estabelecem as regras, regimes despóticos e interesses privados o farão.

"Os critérios adotados são claros: uma informação é confiável na medida em que sua coleta, seu tratamento e sua difusão são livres, independentes, diversos e baseados no direito de várias fontes em um panorama midiático plural, onde os fatos possam dar lugar a interpretações e pontos de vista variados", completou o chanceler francês.


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