"Informação é o alimento do mundo", diz Cristiana Lobo, finalista do Mulher IMPRENSA
Cristiana Lobo estreou no jornalismo há 35 anos e acompanha a política brasileira desde 1982. Foi assistente da Tereza Cruvinel – finalista na categoria Colunista de Jornalismo Impresso, Ricardo Boechat e Ricardo Noblat.
Crédito:TV Globo/Zé Paulo Cardeal Cristiana Lobo é finalista do Mulher IMPRENSA na categoria Comentarista ou colunista de TV
Desde 1997, ela trabalha na Globonews, com participações diárias como comentarista de política no "Jornal das Dez". Atualmente, é âncora do programa "Fatos e Versões", sobre os bastidores da política. A jornalista concorre este ano ao "Troféu Mulher IMPRENSA", idealizado e realizado por IMPRENSA, na categoria "Comentarista ou colunista de TV" com Denise Campos de Toledo (SBT), Mara Luquet (GloboNews), Miriam Leitão (TV Globo) e Renata Lo Prete (Globonews).
IMPRENSA - A indicação para o prêmio é o reconhecimento do trabalho produzido em 2013. Para você, qual foi o destaque ou que mais gostou de fazer? Cristiana Lobo - Em 2013, a cobertura da conclusão do julgamento do mensalão foi marcante. Pela primeira vez, vimos um julgamento ir até o fim - até o início do cumprimento das penas. Nunca se imaginou que o homem forte de 2003 estivesse na cadeia dez anos depois, em 2013, com seu partido ainda no poder. Ou que pudesse passar o Natal e o Ano Novo na prisão, ainda que com regalias por ser preso famoso. Outra cobertura na política importante foi a aliança entre Eduardo Campos e Marina Silva. Pode ser apenas mais uma aliança, mas pode ser uma novidade nas eleições.
No Brasil ainda são necessárias iniciativas como o Troféu Mulher IMPRENSA, que valorizem o trabalho da mulher? O reconhecimento é sempre importante. As mulheres estão por toda a parte, trabalhando desde a construção civil, onde só havia homens, até a presidência da República, também um cargo que até bem pouco, era masculino. O Troféu dá visibilidade ao nosso trabalho.
Em meio a tantas previsões de que “o jornalismo morreu”, qual o balanço do último ano? E quais são as expectativas para 2014? Como tudo na vida, o jornalismo também está em movimento. A internet, sem dúvida, faz muita coisa mudar no jornalismo. Os celulares de hoje são ferramentas importantes, tanto para o jornalista quanto para quem quer informação. Tudo isso mudou o jornalismo. Mas, seja em que plataforma for - papel, televisão, rádio, internet - o jornalismo nunca vai morrer. Informação é o alimento do mundo.
Qual trabalho ainda sonha em fazer?
Muita coisa, ainda. Sou antiga na profissão, comecei em 1979 n' O Globo em Brasília, mas quero trabalhar muito mais. Acho que está chegando a hora de eu contar o que vi nestes mais de 30 anos de cobertura política em Brasília. Como evoluímos tanto em alguns aspectos e como evoluímos tão pouco em outros.
O "Troféu Mulher IMPRENSA" é realizado e idealizado por IMPRENSA Editorial. As votações vão de 14 de janeiro até as 23h59 de 13 de fevereiro. Para mais informações e conhecer a lista de finalistas,





