Indústria precisa ter acesso à tecnologia estrangeira para implantar rádio digital, avalia associação
Indústria precisa ter acesso à tecnologia estrangeira para implantar rádio digital, avalia associação
A indústria nacional de aparelhos de transmissão de rádio poderá ter prejuízos e até falir, se não tiver acesso à tecnologia estrangeira que será usada nas transmissões digitais. A avaliação é do representante da Associação Brasileira da Indústria Elétrica Eletrônica (Abinee), Rogério de Souza Corrêa, que, na última terça-feira (11), esteve reunido com outras entidades durante audiência pública que debateu a implantação da rádio digital no país.
Segundo Corrêa, mesmo os americanos não demonstrando interesse em transferir tecnologia, esta questão precisa ser negociada, inclusive para que os preços dos produtos atendam a realidade do país.
Atualmente, 90% dos aparelhos analógicos para recepção e transmissão de ondas de rádio são brasileiros e, de acordo com o representante da Abinee, a transmissão de tecnologia deve ser discutida independente do padrão que venha a ser escolhido.
Outro problema apontado pela Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço) e outras organizações é a possível extinção de pequenas emissoras, que não terão dinheiro para migrar para o novo sistema.
O ministro Hélio Costa, entretanto, garantiu que haverá financiamento público para a transição. A estimativa é que um aparelho para modular o sinal digital chegue a custar R$ 100 mil reais.
Durante a audiência pública, foram discutidos os testes com os modelos digitais de rádio, o norte-americano In Band on Chanel (Iboc) e o europeu, Digital Radio Mondiale (DRM).
Apesar das discussões, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) disse que ainda não pode apontar um padrão para ser seguido pelo país. Com informações da Radiobrás.






