Indefinição de data de julgamento dos acusados de matar radialista em Goiânia leva filho da vítima a procurar CNJ

Foi divulgada essa semana uma notícia pouco convencional envolvendo o julgamento dos cinco acusados do assassinato do radialista e cronista esportivo Valério Luiz, morto a tiros em Goiânia, em 2012, pelas críticas e acusações que fazia contra cartolas do futebol goiano.

Atualizado em 19/12/2019 às 13:12, por Redação Portal IMPRENSA.


Após um longo trâmite judicial no STF e em instâncias inferiores para que os acusados fossem a júri popular, o juiz Jesseir Coelho de Alcântara, que presidiria o julgamento, pediu para se afastar do caso alegando que o Fórum Criminal não tem "condições materiais e de estrutura" para realizar o que ele chamou de "grande julgamento". Crédito: Reprodução G1 Empresário e dirigente esportivo do Atlético Goianiense, Maurício Sampaio é apontado como mandante do assassinato O advogado Valério Luiz, filho do jornalista assassinado, afirmou à imprensa que a família não pode "ficar à mercê dessas questões administrativas". Ao postergar a data do julgamento, e torná-la imprevisível, a situação está fazendo com que a defesa da vítima procure o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos.
Entre os acusados do assassinato de Valério Luiz está o empresário e dirigente esportivo Maurício Sampaio, apontado como o mandante do crime. Vice-presidente do Atlético Goianiense à época do crime, Sampaio teria encomendado o assassinato motivado pela insatisfação com as críticas do radialista à gestão do clube. Valério Luiz denunciou casos de compra de resultados e até de uso de drogas por jogadores do Atlético Goianiense.
Também são acusados pelo crime o cabo da Polícia Militar Ademá Figuerêdo Aguiar Filho, que seria o autor dos disparos, além de Marcus Vinícius Pereira Xavier, Urbano de Carvalho Malta e o sargento da PM Djalma Gomes da Silva, que teriam articulado o homicídio.