Imprensa venezuelana sofreu 113 agressões em seis meses; 1.328 jornalistas deixaram o país desde 2012

O Sindicato Nacional de Trabalhadores de Imprensa (SNTP, na sigla em espanhol) divulgou um relatório, na terça-feira (26) que mostrou que jornalistas e veículos de comunicação da Venezuela sofreram 113 atos de agressões de janeiro a junho deste ano pelo governo de Nicolás Maduro.

Atualizado em 27/06/2018 às 16:06, por Redação Portal IMPRENSA.

de Imprensa ( SNTP, na sigla em espanhol) divulgou um relatório, na terça-feira (26) que mostrou que jornalistas e veículos de comunicação da Venezuela sofreram 113 atos de agressões de janeiro a junho deste ano pelo governo de Nicolás Maduro. Desse total, 26 foram "fechamentos, sanções e bloqueios"contra veículos de mídia e 87, ataques a jornalistas. As informações são da AFP,Veja on-line e do Diário Catarinense. Crédito:Marco Bello/Reuters Governo de Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, vem gerando uma onda de violência contra a imprensa

Segundo o documento, oito jornais tiveram que fechar este ano por falta de papel, monopolizado no país por uma corporação estatal; e vários portais de notícias sofreram bloqueios da estatal CANTV, o principal provedor de telefonia e internet do país.

O relatório cita, também, um procedimento de sanção,iniciado contra a página web de El Nacional - o principal jornal on-line daoposição, em meio a questionamentos sobre a reeleição do presidente NicolásMaduro, em 20 de maio.

E a ong Espacio Público lembra que, em 2017, 51 veículos decomunicação deixaram de operar na Venezuela.

Para o SNTP, os dados comprovam uma "censura imposta pelo governo nacional" e "fechamento de veículos por medidas direta sou indiretas que buscam frear e controlar a crítica e a auditoria social".

Segundo o sindicato, a falta de segurança no exercício da profissão fez 1.328 jornalistas deixarem o país desde 2012.

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