Imprensa venezuelana sofreu 113 agressões em seis meses; 1.328 jornalistas deixaram o país desde 2012
O Sindicato Nacional de Trabalhadores de Imprensa (SNTP, na sigla em espanhol) divulgou um relatório, na terça-feira (26) que mostrou que jornalistas e veículos de comunicação da Venezuela sofreram 113 atos de agressões de janeiro a junho deste ano pelo governo de Nicolás Maduro.
Segundo o documento, oito jornais tiveram que fechar este ano por falta de papel, monopolizado no país por uma corporação estatal; e vários portais de notícias sofreram bloqueios da estatal CANTV, o principal provedor de telefonia e internet do país.
O relatório cita, também, um procedimento de sanção,iniciado contra a página web de El Nacional - o principal jornal on-line daoposição, em meio a questionamentos sobre a reeleição do presidente NicolásMaduro, em 20 de maio.
E a ong Espacio Público lembra que, em 2017, 51 veículos decomunicação deixaram de operar na Venezuela.
Para o SNTP, os dados comprovam uma "censura imposta pelo governo nacional" e "fechamento de veículos por medidas direta sou indiretas que buscam frear e controlar a crítica e a auditoria social".
Segundo o sindicato, a falta de segurança no exercício da profissão fez 1.328 jornalistas deixarem o país desde 2012.
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