Imprensa teria criado "clima de escândalo" para atingir governo, diz ex-ministra

Imprensa teria criado "clima de escândalo" para atingir governo, diz ex-ministra

Atualizado em 17/09/2010 às 11:09, por Redação Portal IMPRENSA.

Agência Brasil
Erenice Guerra

A ex-ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, acusou a imprensa de ter criado e alimentado um "clima de escândalo", sem provas concretas, que provocou sua saída do Ministério na última quinta-feira (16). Erenice disse, ainda, que as notícias envolvendo seu nome seriam mentirosas e teriam como objetivo desacreditar seu trabalho e atingir o governo federal.

As declarações foram feitas em sua carta de demissão, enviada ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo o jornal Zero Hora , a ex-ministra afirmou que foi surpreendida pelas acusações feitas pelos órgãos de imprensa, que a envolviam em denúncias de um suposto esquema de tráfico de influência.

Erenice informou que continuará "buscando esclarecer o que se publica" a seu respeito, e que não poderá deixar "qualquer dúvida" sobre sua "honradez e da seriedade" de seu trabalho como servidora pública. "Nada fiz ou permiti que se fizesse, ao longo de 30 anos da minha trajetória pública, que não tenha sido no estrito cumprimento de meus deveres", disse a ex-integrante da equipe do governo de Lula.

Ao final da carta, Erenice solicita sua demissão em "caráter irrevogável" e informa que lutará "para que a verdade dos fatos seja restabelecida".

A primeira reportagem envolvendo Erenice e a empresa de seu filho, Israel Guerra, no caso de tráfico de influência foi publicada pela revista Veja desta semana. A ex-ministra divulgou nota sobre a reportagem, dizendo que o veículo havia atacado sua honra e que entraria com um processo contra a publicação da Editora Abril.

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