Imprensa sofreu 11 mil ataques diários nas redes sociais em 2019
As redes sociais viraram o principal meio de ataque contra jornalistas. Segundo o relatório anual sobre Violações à Liberdade de Expressão, da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), foram feitas 4 milhões de postagens negativas à imprensa, com palavras de baixo calão ou que tentam desacreditar o seu trabalho, nas redes sociais em 2019.
Atualizado em 11/03/2020 às 16:03, por
Redação Portal IMPRENSA.
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Essa foi a primeira vez que a Abert incluiu os ataques virtuais em seu relatório. A análise feita pela empresa Bites contabilizou que, em 2019, os 130 milhões de brasileiros com acesso à internet produziram 6,2 bilhões de posts no ao Twitter.
Do total, 39,2 milhões tiveram conteúdos com as palavras “mídia”, “imprensa”, “jornalista” e “jornalismo”, sendo que 4 milhões foram postagens negativas.
Dos ataques feitos, 3,2 milhões foram produzidos por perfis e sites mais conservadores contra a imprensa. Outros 714 mil postagens negativas estavam associadas à perfis da esquerda, de acordo com a análise.
“[Esses números] Revelam uma incompreensão com o papel do jornalismo. Nunca o jornalismo profissional foi tão importante e tão relevante para a sociedade brasileira e mundial”, afirmou presidente da entidade, Paulo Tonet Camargo.
Segundo a entidade, foram registrados 56 casos de violência não-letal presencial, envolvendo 78 profissionais. As agressões partiram, principalmente, de políticos ou ocupantes de cargos públicos. Os números representam uma queda de 50,87% em relação a 2018.





