"Imprensa se esqueceu de uma de suas regras centenárias", diz Carlos Chagas

"Imprensa se esqueceu de uma de suas regras centenárias", diz Carlos Chagas

Atualizado em 18/09/2007 às 14:09, por Cristiane Prizibisczki/Redação Portal IMPRENSA.

Por Os últimos acontecimentos políticos ocorridos em Brasília motivaram críticas dentro e fora das redações. De um lado, a imprensa em uma cobertura ferina em casos como a troca de mensagens entre ministros do Supremo e o julgamento e absolvição do senador Renan Calheiros. De outro, condenações a jornalistas e veículos contra o que foi chamado de "pressão da mídia" sobre as decisões dos rumos do país.

Para o jornalista Carlos Chagas, o comportamento da imprensa em tais casos significa que uma das regras centenárias do jornalismo foi quebrada: a de que profissionais da comunicação não devem brigar com a notícia.

Segundo ele, atualmente, esta é uma "ferramenta esquecida", pois, "não raro o jornalista e o dono do jornal insurgem-se contra os fatos, transcendendo das lamentações e críticas muitas vezes justas para um choro que seria cômico se não fosse trágico".

"O Senado absolveu Renan Calheiros. Essa é a notícia, aberta a reparos e condenações posteriores, mas jamais sujeita a negativas de sua própria natureza. Torna-se perfeitamente lícito que parte da mídia reverbere a decisão dos senadores, mas parece infantil a saraivada de vitupérios sobre eles e contra a instituição. Melhor seria que provassem o erro da absolvição, se conseguissem", diz Chagas, em texto publicado no último sábado, no jornal Tribuna da Imprensa .

Sem citar veículos, Chaver defendeu que deveria haver mais "humildade" no jornalismo, para que, ao menos, não sejam divulgadas informações erradas e distorcidas sobre os fatos.

"Um pouco de humildade não faria mal a ninguém, em especial por parte dos que imaginam a opinião pública como sendo a opinião publicada. E, pior ainda, a sua opinião, tanto faz se pessoal ou de grupos. A conseqüência aí está: desmoralização para quantos se imaginaram donos da verdade absoluta, aquela que não admitia alternativas mas terminou desmentida", finaliza.

Para ler o texto de Carlos Chagas na íntegra, .