Imprensa questiona Casa Branca sobre declarações de Obama a respeito do EI
Veículos questionam capacidade do serviço de inteligência norte-americano depois que o presidente Obama disse ter subestimado força do EI.
Atualizado em 30/09/2014 às 14:09, por
Redação Portal IMPRENSA.
A capacidade do serviço de inteligência americano foi colocada em xeque após o presidente Barack Obama reconhecer ter subestimado a força do grupo extremista Estado Islâmico (EI) no último domingo (27/9). O comentário foi repercutido na imprensa, que começou a indagar o trabalho dos agentes de segurança do país. Nessa segunda-feira (29/9), no entanto, a Casa Branca tentou amenizar o clima. A frase teria gerado mal-estar até entre os funcionários governamentais.
Crédito:Agência Brasil Discurso de Obama sobre o Estado Islâmico ganhou as páginas da imprensa nos EUA
Segundo a Agência Brasil, o porta-voz do governo assegurou que o presidente “confia” nos agentes que informam sobre o que acontece na área, acentuando que “o seu conselho e as suas informações têm sido fundamentais para o êxito no combate à ameaça do grupo”. Josh Earnest disse ainda que a gestão sabia da ameaça, mas que “todos teriam avaliado mal” o poderio do grupo.
"Foi com surpresa que constatamos o êxito do grupo nos ganhos de território no Iraque", acrescentou, durante coletiva com jornalistas. Ao jornal The Washington Post , o diretor de Inteligência Nacional, James Clapper, reitera que seus analistas tinham informado as autoridades sobre a força do grupo. Porém, o executivo admite que, assim como na guerra do Vietnã - contra os vietcongs - o "inimigo foi subestimado". "Não fomos capazes de prever a sua vontade de lutar, o que é imponderável”, afirma.
Discussão política ganha às páginas dos jornais
O episódio serviu de munição para a oposição ao governo do presidente Barack Obama e foi tema de destaque nas páginas de impressos do país. Nelas, uma discussão política sobre erros e acertos de situação e oposição foi ilustrada por opiniões de ambos os lados. Por sua vez, o senador republicano John McCain disse estar “desconcertado”, já que deputados alertaram sobre o avanço do EI. "Durante mais de um ano, falamos do perigo representado pela expansão do EI na Síria", disse à imprensa.
Em resposta, o porta-voz do Pentágono, almirante John Kirby, disse que as “informações são algo muito difícil” e podem ser classificadas como “uma arte, mais do que uma ciência”. Kirby destacou também que “o surpreendente, sem dúvida, do ponto de vista militar, foi a rapidez com que o EI se deslocou para Mossul durante o verão, a rapidez com que avançou para o Norte, bem como a forma como quatro ou cinco divisões iraquianas se esfumaram”. A ofensiva ao EI já apresenta resultados.
Para mostrar a eficiência do governo americano aos cidadãos, o Pentágono informou que a Jordânia, a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, o Bahrein e o Catar realizaram cerca de 23 ataques aéreos na Síria. Os Estados Unidos seriam responsáveis por 66.
Para a oposição, o caso deflagra equívocos da política externa do governo Obama. A visão é complementada por alguns analistas, que avaliam sua gestão como “lenta” a capacidade de reação. Pressionado, o presidente lançou um plano para combater o grupo, na véspera do 11 de setembro e há 2 meses das eleições legislativas.
Crédito:Agência Brasil Discurso de Obama sobre o Estado Islâmico ganhou as páginas da imprensa nos EUA
Segundo a Agência Brasil, o porta-voz do governo assegurou que o presidente “confia” nos agentes que informam sobre o que acontece na área, acentuando que “o seu conselho e as suas informações têm sido fundamentais para o êxito no combate à ameaça do grupo”. Josh Earnest disse ainda que a gestão sabia da ameaça, mas que “todos teriam avaliado mal” o poderio do grupo.
"Foi com surpresa que constatamos o êxito do grupo nos ganhos de território no Iraque", acrescentou, durante coletiva com jornalistas. Ao jornal The Washington Post , o diretor de Inteligência Nacional, James Clapper, reitera que seus analistas tinham informado as autoridades sobre a força do grupo. Porém, o executivo admite que, assim como na guerra do Vietnã - contra os vietcongs - o "inimigo foi subestimado". "Não fomos capazes de prever a sua vontade de lutar, o que é imponderável”, afirma.
Discussão política ganha às páginas dos jornais
O episódio serviu de munição para a oposição ao governo do presidente Barack Obama e foi tema de destaque nas páginas de impressos do país. Nelas, uma discussão política sobre erros e acertos de situação e oposição foi ilustrada por opiniões de ambos os lados. Por sua vez, o senador republicano John McCain disse estar “desconcertado”, já que deputados alertaram sobre o avanço do EI. "Durante mais de um ano, falamos do perigo representado pela expansão do EI na Síria", disse à imprensa.
Em resposta, o porta-voz do Pentágono, almirante John Kirby, disse que as “informações são algo muito difícil” e podem ser classificadas como “uma arte, mais do que uma ciência”. Kirby destacou também que “o surpreendente, sem dúvida, do ponto de vista militar, foi a rapidez com que o EI se deslocou para Mossul durante o verão, a rapidez com que avançou para o Norte, bem como a forma como quatro ou cinco divisões iraquianas se esfumaram”. A ofensiva ao EI já apresenta resultados.
Para mostrar a eficiência do governo americano aos cidadãos, o Pentágono informou que a Jordânia, a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, o Bahrein e o Catar realizaram cerca de 23 ataques aéreos na Síria. Os Estados Unidos seriam responsáveis por 66.
Para a oposição, o caso deflagra equívocos da política externa do governo Obama. A visão é complementada por alguns analistas, que avaliam sua gestão como “lenta” a capacidade de reação. Pressionado, o presidente lançou um plano para combater o grupo, na véspera do 11 de setembro e há 2 meses das eleições legislativas.





