Imprensa oficial turca denuncia grampos em telefones de personalidades

Os jornais Yeni Safak e Star denunciaram que milhares de pessoas podem ter sido submetidas a escutas ilegais nos últimos anos na Turquia, incluindo o primeiro-ministro, Recep Tayyip Erdogan, o diretor do serviço secreto e vários jornalistas.

Atualizado em 25/02/2014 às 16:02, por Redação Portal IMPRENSA.


Segundo a AFP, a revelação foi feita no momento em que o Parlamento turco discute um projeto polêmico de lei do governo do Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP), no poder desde 2002, destinado a reforçar os poderes da Agência Turca de Inteligência (MIT), sobretudo nas escutas telefônicas administrativas.
Os jornais especulam que cerca de 7.000 pessoas tiveram suas conversas ouvidas. Para Erdogan, os grampos têm ligação com o grupo do líder muçulmano Fetulah Gülen, acusado por ele de ter iniciado um escândalo político e financeiro sem precedentes que afeta o governo. Entre as personalidades vigiadas estão vários ministros, assessores, integrantes da oposição, empresários, diretores de ONGs e jornalistas.
As escutas foram descobertas por procuradores nomeados recentemente pelo governo para controlar as investigações contra a corrupção que provocaram a crise, após uma onda de punições históricas na justiça e na polícia.