Imprensa norte-americana parece diminuir apoio ao candidato Barack Obama

Imprensa norte-americana parece diminuir apoio ao candidato Barack Obama

Atualizado em 22/02/2008 às 17:02, por Redação Portal IMPRENSA.

À medida que o pré-candidato democrata à presidência dos Estados unidos, Barack Obama, cresce na disputa, os meios de comunicação norte-americanos parecem ter encontrado o espírito crítico. Isso porque inicialmente, a imprensa dos EUA noticiava Obama com todo o cuidado, na maior parte das vezes, tratanto-o quase sempre muito bem.

"Obama representa a novidade do ano e os jornalistas amam o que é novo", afirma Darrell West, especialista da Universidade Brown em Rhode Island. "Porém, quanto mais aumentar sua condição de favorito, mais os meios de comunicação examinarão de perto suas declarações e seus antecedentes", acrescenta.

O entusiasmo por Barack Obama, que atrai cada vez multidões mais numerosas a seus comícios, criou o fenômeno batizado de "Obamania". Porém, o mesmo parece ter alcançado o limite.

A revista on-line Slate criou uma seção irônica, chamada de "The Obama Messiah Watch" (O Observatório do Messias Obama), que contabiliza os artigos mais aduladores em favor do senador por Illinois publicados pela imprensa americana.

A mesma revista menciona a "obamização" da língua inglesa, enumerando os inúmeros neologismos, como "Obamania", surgidos na imprensa e na internet, e que favorecem o pré-candidato.

No entanto, na última quarta-feira (20), o colunista do Washington Post , Robert Samuelson, publicou um artigo com o título "A ilusão Obama". "Como jornalista, tenho sérias dúvidas a respeito de todos os candidatos. Porém, Hillary Clinton e John McCain (...) estão na arena pública há anos. Suas idéias, valores e temperamentos têm sido escrutados de todos os ângulos. Já o estreante Obama é essencialmente uma presença cênica, sobretudo definida por sua poderosa retórica. O problema, ao menos para mim, é esta enorme e decepcionante brecha entre sua arte oratória cativante e suas verdadeiras idéias", escreveu Samuelson.

Já no New York Times , o analista David Brooks citou a "magia que se desvanece" e, com ironia, batizou Obama como "Sua Esperança". Há apenas algumas semanas, depois da assembléia eleitoral de Iowa vencido por Obama, o mesmo Brooks questionou quem ousaria se colocar no meio do caminho do "fenômeno".

A imprensa americana naturalmente reproduziu as críticas do lado de Hillary Clinton, que recentemente acusou Obama de plagiar em seus discursos o governador de Massachusetts, seu amigo Deval Patrick.

Os meios de comunicação americanos, temerosos por manter sua independência, não podem levantar suspeitas de que favorecem algum candidato.

As informações são da Agência AFP.

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