"Imprensa Livre", único diário do litoral norte de SP, encerra atividades por crise financeira
Após mais de 28 anos, o Jornal Imprensa Livre, de São Sebastião, no litoral norte de São Paulo (SP), encerrou suas atividades na últimaterça-feira (14/4).
Atualizado em 15/04/2015 às 10:04, por
Alana Rodrigues*.
o Jornal Imprensa Livre , de São Sebastião, no litoral norte de São Paulo (SP), encerrou suas atividades na última terça-feira (14/4). A decisão foi anunciada aos funcionários pela advogada da publicação, que já sofria com o acúmulo de dívidas. Crédito:Reprodução Crise financeira levou ao fechamento do jornal
o Imprensa Livre é considerado o maior gerador de conteúdo informativo nas cidades de São Sebastião, Ilhabela, Caraguatatuba e Ubatuba, sendo o único diário. À IMPRENSA, o jornalista Helton Romano, que trabalhou na publicação por três anos e meio, lamentou o fim do jornal, uma vez que a região é "carente de veículos de imprensa".
"O Imprensa Livre servia como porta-voz da população para tentar resolver os problemas locais", disse. Romano foi demitido em janeiro do ano passado e recorreu à Justiça, pois não havia recebido os salários já atrasados.
Segundo ele, o jornal já não circulava há três semanas. Os funcionários estavam em por conta do atraso no pagamento desde janeiro deste ano. Ao todo, 22 profissionais da empresa estão sem emprego. A desembargadora Gisela R. M. de Araújo e Moraes acompanha o caso.
Esta não é a primeira vez que os repórteres realizam uma paralisação. Em setembro do ano passado, eles também cessaram as atividades. Ainda não há previsão para os pagamentos pendentes.
O diretor do SJSP, Edvaldo Antonio de Almeida, esclareceu que, diversas vezes, os funcionários decretavam greve e a suspendiam após o pagamento. Desta vez, entretanto, não houve acordo. "Lamentamos que o jornal tenha decidido fechar, mas também entendemos o desgaste dos funcionários por não receber. Não podemos compactuar com o desrespeito à legislação", ponderou.
Almeida destaca que, ao longo dos últimos anos, houve um longo processo realizado pela entidade na tentativa de garantir os direitos dos trabalhadores e, ao mesmo tempo, permitisse a manutenção dos empregos.
De acordo com ele, embora tivesse uma estrutura única no litoral, a gestão não conseguiu garantir o rendimento e manter o jornal no mercado. "Acabou o jornal, mas também o sofrimento dos trabalhadores. Apesar do desemprego, eles poderão procurar outras opções. E a região tem espaço no mercado para outras alternativas", acrescentou.
* Com supervisão de Vanessa Gonçalves
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o Imprensa Livre é considerado o maior gerador de conteúdo informativo nas cidades de São Sebastião, Ilhabela, Caraguatatuba e Ubatuba, sendo o único diário. À IMPRENSA, o jornalista Helton Romano, que trabalhou na publicação por três anos e meio, lamentou o fim do jornal, uma vez que a região é "carente de veículos de imprensa".
"O Imprensa Livre servia como porta-voz da população para tentar resolver os problemas locais", disse. Romano foi demitido em janeiro do ano passado e recorreu à Justiça, pois não havia recebido os salários já atrasados.
Segundo ele, o jornal já não circulava há três semanas. Os funcionários estavam em por conta do atraso no pagamento desde janeiro deste ano. Ao todo, 22 profissionais da empresa estão sem emprego. A desembargadora Gisela R. M. de Araújo e Moraes acompanha o caso.
Esta não é a primeira vez que os repórteres realizam uma paralisação. Em setembro do ano passado, eles também cessaram as atividades. Ainda não há previsão para os pagamentos pendentes.
O diretor do SJSP, Edvaldo Antonio de Almeida, esclareceu que, diversas vezes, os funcionários decretavam greve e a suspendiam após o pagamento. Desta vez, entretanto, não houve acordo. "Lamentamos que o jornal tenha decidido fechar, mas também entendemos o desgaste dos funcionários por não receber. Não podemos compactuar com o desrespeito à legislação", ponderou.
Almeida destaca que, ao longo dos últimos anos, houve um longo processo realizado pela entidade na tentativa de garantir os direitos dos trabalhadores e, ao mesmo tempo, permitisse a manutenção dos empregos.
De acordo com ele, embora tivesse uma estrutura única no litoral, a gestão não conseguiu garantir o rendimento e manter o jornal no mercado. "Acabou o jornal, mas também o sofrimento dos trabalhadores. Apesar do desemprego, eles poderão procurar outras opções. E a região tem espaço no mercado para outras alternativas", acrescentou.
* Com supervisão de Vanessa Gonçalves
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