IMPRENSA lista oito jornalistas da ficção que inspiram mulheres nas redações

: IMPRENSA listou personagens dos mais diversos gêneros que comprovam a força da mulher jornalista até mesmo na ficção.

Atualizado em 25/03/2015 às 09:03, por Lucas Carvalho.



É comum ver jornalistas exercendo funções-chave no enredo de qualquer obra de ficção, seja na literatura, no cinema, ou mesmo nos quadrinhos. Mas assim como qualquer profissão “romantizada”, como detetives e advogados, os repórteres quase sempre são encaixados em estereótipos facilmente reconhecíveis. Quando se trata do sexo feminino, porém, a cartilha nem sempre é seguida à risca.

O fato é que a cultura popular tem uma fascinação por jornalistas mulheres. IMPRENSA listou oito personagens femininas da ficção que representam a categoria em diferentes perfis, em obras dos mais diversos gêneros.

1. Lois Lane
Crédito:Reprodução Lois Lane

A eterna paixão de Clark Kent, o Superman, é uma das jornalistas da ficção mais famosas do planeta. Não é raro ver estudantes que se inspiram na figura curiosa, ousada e talentosa de Lois Lane. Repórter investigativa do fictício Planeta Diário , vencedora de prêmios Pulitzer e sempre engajada em investigações delicadas, Lois passa longe do estereótipo de “donzela em perigo”.
2. Miranda Priestly (“O Diabo Veste Prada”)
Crédito:Reprodução Miranda Priestly

A editora-chefe da revista Runway no filme e livro “O Diabo Veste Prado”, é a típica chefe que ninguém gostaria de ter. Na obra de Lauren Weisberger, Miranda é, ao mesmo tempo, admirada e temida por todos os profissionais ao seu redor. Com exigências que beiram o absurdo (como conseguir um manuscrito inédito de um livro de “Harry Potter”), a jornalista quase leva sua assistente, Andy Sachs, à loucura. Seu objetivo, porém, é mostrar à jovem que excelência só pode ser alcançada com dedicação incondicional.
3. Zoe Barnes (“House of Cards”)
Crédito:Reprodução Zoe Barnes

Repórter do fictício Washington Herald , a personagem vivida por Kate Mara na série da Netflix representa as inúmeras “focas” nas redações de todo o mundo. Agitada, jovem, ambiciosa e cheia de curiosidade – além de uma certa ingenuidade, o que acaba determinando seu destino na série – Zoe faz de tudo na redação do jornal para conseguir um grande furo e alavancar sua carreira profissional.
4. Bridget Jones
Crédito:Reprodução Bridget Jones

A personagem que definiu uma gerações de jovens leitoras – e, por que não, jovens jornalistas? – ganhou seu primeiro livro em 1996. “O Diário de Bridget Jones” apresentava uma heroína bem longe dos perfis idealizados da época: cerca de 30 anos, problemas financeiros, profissionais e, principalmente, emocionais. Bridget refletia a carreira, os vícios, as discussões com a balança e tudo o que caracterizava o público feminino dos anos 1990 – um perfil de jornalista bem diferente de sua “contraparte” do século XXI… 5. Anastasia Steele (“50 Tons de Cinza”)
Crédito:Divulgação Anastasia Steele

Se Bridget Jones representava uma mulher independente, mas emocionalmente frágil, a protagonista dos livros de E. L. James desconstrói o mito e apresenta outra representação da jornalista “moderna”. Ana é uma universitária de 21 anos que expõe todas as suas inseguranças durante uma entrevista, onde o lado pessoal da repórter acaba tirando de cena sua postura profissional. A eterna dualidade entre razão e emoção é o ponto de (des)equilíbrio da jornalista, envolvida em uma relação que sempre deixa a carreira para segundo plano.
6. Ellen Abbott (“Garota Exemplar”)
Crédito:Reprodução Ellen Abbott

Uma das principais âncoras do jornalismo sensacionalista dos EUA exerce função fundamental no romance “Garota Exemplar”, da jornalista e escritora Gillian Flynn, que virou filme pelo diretor David Fincher em 2014. Ellen é apresentadora de um programa que explora casos policiais com conotação feminina – ou feminista – com forte apelo popular. De opiniões fortes e sempre defendendo os direitos das mulheres em primeiro lugar, Ellen guia o senso comum para onde a história levar: seja um “crime machista” ou um “drama familiar”.
7. Rita Skeeter (“Harry Potter”)

Crédito:Reprodução Rita Skeeter No universo místico dos livros de J. K. Rowling, o Profeta Diário é o principal veículo de comunicação para os bruxos e bruxas de Hogwarts. Rita Skeeter, vivida no cinema por Miranda Richardson, é particularmente interessada em revelar fofocas de celebridades do mundo da magia. Apesar de nem sempre escrever somente os fatos, a jornalista tem grande prestígio na imprensa mística, sendo autora da biografia oficial do próprio Harry Potter. Rita, porém, tira proveito de certas vantagens de ser uma “bruxa”: ela pode se transformar em um besouro e ouvir conversas privadas sem ser notada - uma habilidade extremamente útil em sua profissão.
8. Diana Christensen (“Rede de Intrigas”)
Crédito:Reprodução Diana Christensen

A personagem vivida por Faye Dunaway – que, inclusive lhe rendeu um Oscar – é uma das mais marcantes neste clássico de 1976. Diana é uma produtora jovem e ambiciosa que enxerga uma saída ousada para a crise em que sua emissora vive. Exigente e obcecada pelo trabalho, a personagem faz de tudo para revolucionar a grade de programação da fictícia UBS e salvar a audiência do canal. Mesmo que, para isso, tenha de abrir mão da ética profissional e até mesmo de sua vida pessoal.

#Mulheresqueinspiram

Durante todo o mês de março, IMPRENSA alimentará o site especial "Mulheres que Inspiram", com matérias especiais sobre as mulheres nas redações. Para ler este conteúdo, nos contar e homenagear a mulher que inspira você, basta acessar o site, .

*Com supervisão de Thaís Naldoni