Imprensa internacional voltar a destacar violência em manifestações no Brasil
Os protestos que ocorreram em todo o Brasil na última quinta-feira (20/6) foram destaque na imprensa internacional. Os mais de 1 milhão de brasileiros que foram as ruas, os confrontos entre manifestantes e a polícia e o fato de a presidente Dilma Rousseff ter cancelado sua viagem ao Japão também ganharam relevância.
Atualizado em 21/06/2013 às 14:06, por
Redação Portal IMPRENSA.
Crédito:Reprodução Imprensa internacional destacou depredações em todo o país
Segundo O Globo , a edição para a América do site do jornal El País dedicou as manchetes às manifestações no Brasil.
“A mão que a presidente estendeu na terça-feira às vozes da rua não bastou. A volta atrás das prefeituras do Rio e São Paulo para retirar o reajuste do transporte, também não. Uma maré de mais de meio milhão de pessoas paralisa nesta quinta as principais cidades do Brasil. Em algumas, grupos radicais trataram de queimar edifícios públicos e, em São Paulo, um manifestante morreu atropelado”, escreveu o jornal espanhol.
O El País ainda destacou as diferentes posições dos ex-jogadores Pelé e Romário sobre os protestos que ocorrem no país. “Pelé pede aos manifestantes que abandonem as ruas. Romário lhe diz que ele em silêncio é um poeta”, escreveu o jornal.
O periódico argentino Clarín também destacou os protestos no Brasil como a notícia mais importante de seu site. “Brasil: incidentes no final dos protestos massivos de indignados em mais de cem cidades”, dizia a manchete.
“Houve choques com a polícia no Rio, Brasília e Salvador, entre outras cidades. Os manifestantes convocaram o protesto por meio das redes sociais. Eles exigem serviços públicos de qualidade e questionam os gastos da Copa do Mundo. A presidente Dilma Rousseff cancelou uma viagem oficial ao Japão”, escreveu o Clarín .
O La Nación também dedicou a parte mais importante de seu site para as manifestações no Brasil. “Centenas de milhares de brasileiros saíram às ruas de pelo menos 80 cidades para exigir serviços públicos de qualidade e denunciar os gastos com a Copa do Mundo, apesar da recente onda de cortes de preços no transporte. Houve confrontos com forças de segurança nas grandes capitais”, escreveu o jornal argentino.
O francês Le Monde destacou a primeira morte ocorrida durante as manifestações. “Brasil: centenas de milhares de manifestantes. Um morto”, dizia a manchete.
“No Brasil, o desafio continua”, disse o Le Figaro na manchete de seu site. “Para Dilma Rousseff, tornou-se urgente a dar um passo em direção aos manifestantes. A presidente cancelou nesta quinta-feira uma viagem para o Japão. Sua imagem de fato começa a ser afetada por eventos que agitam o país, descritos como históricos pela maioria dos observadores”, escreveu o jornal.
O jornal norte-americano The New York Times destacou em sua manchete o "Despertar social no Brasil". "Ainda há uma grande distância entre as promessas dos governantes políticos de esquerda e as duras realidades do dia a dia fora da elite política e empresarial", escreveu.
"Não é de se admirar que a taxa de transporte público aumente a indignação das classes pobre e média, que estão sobrecarregadas por um sistema tributário regressivo", afirma o texto. "Não é de se admirar que os gastos esbanjados em estádios de futebol para a Copa do Mundo, enquanto a educação pública continua gravemente subfinanciada, tornaram-se um grito de guerra", disse a publicação.
"A maioria silenciosa do Brasil parece estar encontrando sua voz política", disse o jornal norte-americano. "Srta. Rousseff, que concorre à reeleição no próximo ano, terá que enfrentar novas demandas com conteúdo, bem como simpatia", acrescentou.





