Imprensa internacional comenta escolha do Brasil para sediar Copa de 2014

Imprensa internacional comenta escolha do Brasil para sediar Copa de 2014

Atualizado em 31/10/2007 às 09:10, por Redação Portal IMPRENSA.

A escolha do Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014, oficializada na última terça-feira (30), foi destaque em grande parte dos jornais internacionais. O diário esportivo argentino Olé , fez um comentário bem-humorado sobre a provocação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, durante seu discurso, disse que a Copa do Brasil será "para argentino nenhum botar defeito". Ao citar a possibilidade de ir de carro ao mundial e com custos muito mais baixos do que se a Copa fosse realizada na Europa, o jornal afirma que haverá uma "maré argentina que deverá ocupar a terra de Pelé".

Já o jornal La Nación comenta que o folclore da rivalidade clássica entre Brasil e Argentina não poderia faltar. A publicação, entretanto, foi generosa ao destacar a potência futebolística do País "que se pode medir pelos seus cinco títulos mundiais, por sua condição de maior produtor de jogadores - não só em quantidade, mas também em qualidade -, ou porque transmite como nenhum outro a alegria e a paixão pelo jogo".

O Página 12 destacou que, com a decisão da Fifa, a Copa do Mundo voltará a ser disputada na América do Sul depois de transcorrido um prazo de 36 anos.

As publicações européias, no entanto, deram enfoque diferente ao anúncio e concentraram seus comentários nos custos das obras que serão necessárias para que a infra-estrutura do mundial esteja a contento.

O inglês The Times fala em gastos de cerca de 550 mil libras e lembra que a inspeção da Fifa identificou estádios que são "tão simples que não são equipados para comentários televisivos (de jogos)".

O The Guardian ressalta que a federação deverá acompanhar de perto a organização da Copa do Brasil - "começando imediatamente". E citou um trecho do relatório da inspeção feita pela Fifa: "o Brasil tem um história rica em sediar eventos internacionais e esportivos, mas os padrões e demandas da Copa do Mundo facilmente ultrapassarão aqueles que já foram exigidos para a organização de qualquer outro evento na história do País, em termos de magnitude e complexidade". As informações são do Portal Terra.