Imprensa estatal birmanesa acusa partido de oposição de planejar atentados
Imprensa estatal birmanesa acusa partido de oposição de planejar atentados
A imprensa estatal de Mianmar (antiga Birmânia) acusou membros do principal partido da oposição democrática, a Liga Nacional pela Democracia (LND), dirigida pela Nobel da Paz Aung San Suu Kyi - que está sob prisão domiciliar desde 2003 - de planejar atentados.
O artigo, publicado no Nova Luz de Myanmar, jornal que funciona de porta-voz do regime militar, diz que "há terroristas que pensam em atentar em lugares muito movimentados e estratégicos para criar pânico" entre os cidadãos.
"Esses terroristas, que escaparam da detenção, atacarão seguramente com atos terroristas durante o Thingyan (Festival de Água do Ano Novo, realizado dos dias 13 a 15 de abril) e os lugares onde se instalarão as urnas para o plebiscito", diz o artigo, sem entrar em identidades ou detalhes.
O texto afirma que um membro da LND foi detido em março após fazer "cursos de explosivos" em uma nação vizinha, sem esclarecer qual e onde, e que outro "sabotador" com material explosivo está vinculado com os atentados com bomba em Yangun em 2004 e 2005.
O partido de Suu Kyi pediu esta semana o "não" à Constituição proposta pela Junta Militar, porque não respeita os princípios democráticos e garante a permanência dos militares na política.
Desde que anunciaram em fevereiro o plebiscito constitucional e - se for aprovada - as eleições parlamentares em 2012, as autoridades birmanesas detêm toda pessoa que critica ou se manifesta contra a Carta Magna.
Ao mesmo tempo, insistem diariamente em todos os meios de comunicação que a obrigação do birmanês responsável é aprovar a Constituição. Mianmar está sendo governada por um regime militar desde 1962.
Com informações da EFE
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