Imprensa equatoriana pede ao governo para especificar jornais acusados de corrupção

Imprensa equatoriana pede ao governo para especificar jornais acusados de corrupção

Atualizado em 05/07/2010 às 12:07, por Redação Portal IMPRENSA.

Os principais jornais do Equador enviaram cartas ao secretário de Comunicação da Presidência do país, Fernando Alvarado, para exigir que o governo especifique quais são os veículos acusados de corrupção midiática. Segundo a EFE, a acusação foi feita durante uma propaganda oficial, veiculada principalmente durante as retransmissões dos jogos da Copa do Mundo de futebol, exibidas por emissoras de TV estatais.

A diretora do jornal El Comercio , Guadalupe Mantilla, afirmou que a carta enviada a Alvarado cita que o governo teria empreendido "uma campanha de desprestígio contra a imprensa livre do Equador". Além disso, Guadalupe declarou que teme que a propaganda tenha como objetivo "preparar o terreno para estabelecer todo tipo de controle e punição contra a liberdade de expressão, que é o fundamento da República livre".

A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) repudiou a campanha do governo equatoriano contra a imprensa. O presidente da entidade, Alejandro Aguirre, declarou que a propaganda foi usada para fins políticos, com o intuito de "desqualificar e injuriar a imprensa, com a intenção de viciar a opinião pública e o debate parlamentar dedicado nestes dias a aprovar uma Lei de Comunicação" no país.

O diretor do jornal El Universo , Carlos Pérez, foi um dos que enviaram cartas ao secretário de Comunicação do Equador, e disse que caso não recebam uma "resposta urgente" sobre as empresas acusadas de corrupção midiática, poderá "iniciar as respectivas ações legais contra os responsáveis e contra o Estado equatoriano".

A Assembleia Legislativa do país começou a debater um projeto de lei em março deste ano, que prevê sanção a jornalistas e até cassação da licença de funcionamento de meios de comunicação do Equador caso atuem contra as regras locais. Até o momento, a nova legislação ainda não foi votada.

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