Imprensa equatoriana pede ao governo para especificar jornais acusados de corrupção
Imprensa equatoriana pede ao governo para especificar jornais acusados de corrupção
Os principais jornais do Equador enviaram cartas ao secretário de Comunicação da Presidência do país, Fernando Alvarado, para exigir que o governo especifique quais são os veículos acusados de corrupção midiática. Segundo a EFE, a acusação foi feita durante uma propaganda oficial, veiculada principalmente durante as retransmissões dos jogos da Copa do Mundo de futebol, exibidas por emissoras de TV estatais.
A diretora do jornal El Comercio , Guadalupe Mantilla, afirmou que a carta enviada a Alvarado cita que o governo teria empreendido "uma campanha de desprestígio contra a imprensa livre do Equador". Além disso, Guadalupe declarou que teme que a propaganda tenha como objetivo "preparar o terreno para estabelecer todo tipo de controle e punição contra a liberdade de expressão, que é o fundamento da República livre".
A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) repudiou a campanha do governo equatoriano contra a imprensa. O presidente da entidade, Alejandro Aguirre, declarou que a propaganda foi usada para fins políticos, com o intuito de "desqualificar e injuriar a imprensa, com a intenção de viciar a opinião pública e o debate parlamentar dedicado nestes dias a aprovar uma Lei de Comunicação" no país.
O diretor do jornal El Universo , Carlos Pérez, foi um dos que enviaram cartas ao secretário de Comunicação do Equador, e disse que caso não recebam uma "resposta urgente" sobre as empresas acusadas de corrupção midiática, poderá "iniciar as respectivas ações legais contra os responsáveis e contra o Estado equatoriano".
A Assembleia Legislativa do país começou a debater um projeto de lei em março deste ano, que prevê sanção a jornalistas e até cassação da licença de funcionamento de meios de comunicação do Equador caso atuem contra as regras locais. Até o momento, a nova legislação ainda não foi votada.
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