Imprensa e entidades do México cobram "ações" para conter violência contra jornalistas
Imprensa e entidades do México cobram "ações" para conter violência contra jornalistas
Nesta terça-feira (24), no México, publicações, entidades e representações de classe pediram ações "contundentes" para conter a "atmosfera de agravos e violência" no país contra profissionais de imprensa.
"Caso não haja ações contundentes, tudo isso põe em risco a democracia no país", declararam as organizações em mensagem publicada no diário La Jornada . O pronunciamento conjunto foi motivado pela morte de 64 profissionais de imprensa na última década, o que colocou o México no topo da lista dos países mais perigosos para os jornalistas.
O comunicado apresenta, ainda, os nomes de 36 jornalistas mortos e oito desaparecidos entre dezembro de 2006 e julho de 2010. As entidades e publicações sublinharam que, durante o mandato do presidente Felipe Calderón, iniciado em dezembro de 2006, "a imprensa enfrenta um dos períodos mais críticos" no México porque "se multiplicaram de forma alarmante as agressões violentas" contra os profissionais de imprensa, informa a agência EFE.
A maior parte dos ataques "permanece impune" e "sem uma investigação profunda". "Ainda mais, as ameaças, intimidações, sequestros e atentados a meios de comunicação se instalaram como práticas comuns principalmente dos policiais e dos políticos interinos", acrescenta o comunicado.
Ainda nesta terça-feira, os relatores especiais das Nações Unidas sobre o tema, Frank La Rue, e da Organização dos Estados Americanos (OEA), Catalina Botero, irão se pronunciar sobre as avaliações após a missão conjunta que realizam no México desde 9 de agosto, até a próxima quarta-feira (25).
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