Imprensa de moda dos EUA sente com a greve dos roteiristas
Imprensa de moda dos EUA sente com a greve dos roteiristas
Em meio a maior semana de moda do Brasil, a São Paulo Fashion Week, a imprensa norte-americana dedicada ao assunto está sentindo o cancelamento da cerimônia de entrega do Globo de Ouro e as dúvidas frente ao Oscar, devido à greve dos roteiristas.
Apesar de poderosa, a imprensa dos EUA dedicada à moda é muito dependente dos artistas e celebridades, que invadem os tapetes vermelhos com os últimos lançamentos dos principais estilistas do mundo fashion .
Com o Globo de Ouro transformado em uma coletiva de imprensa, no último domingo (13), a mídia especializada em difundir as imagens das estrelas em seus trajes a rigor começa a se preocupar. "Hollywood e a indústria da moda tremem", escreveu o Woman's Wear Daily , veículo renomado que tem nas mulheres o seu público principal.
"É terrível que esse acontecimento tenha sido cancelado de último momento, porque havíamos preparado vestidos fabulosos para várias clientes", explica a estilista Alice Temperley. Além dela, Vanessa Sewart, da maison Azzaro, que, no ano passado, vestiu a atriz Kate Winslet para o Globo de Ouro, insiste: "Para nós, esses eventos são muito importantes porque nos especializamos nos vestidos destinados ao 'tapete vermelho'".
"Os profissionais querem que os famosos usem suas bolsas e sapatos. A mídia carece de influência própria nos Estados Unidos, e as redatoras de moda não tomam a iniciativa de criticar", afirma Jessica Siegel, professora da Universidade de Columbia, escritora e jornalista. "As cerimônias como o Globo de Ouro ou o Oscar marcam a tendência, e a mídia a segue".
Para se ter idéia do quanto a imprensa da moda influencia o mundo para o qual ela trabalha, ou vice-versa, a editora da revista Vogue , Anna Wintour, conseguiu convencer os desenhistas de Milão a concentrar seus desfiles em apenas quatro dias, convertendo a semana de moda num desfile frenético.
Anna escreveu uma carta aos modistas italianos: "Toda a equipe da Vogue Estados Unidos agradece a vocês pelo calendário desta semana. Pudemos reduzir ao mínimo nossa estada [em Milão] e isso foi útil pela fragilidade do dólar. Esperamos que o calendário milanês conserve essa modalidade no futuro".
Leia mais:






