Imprensa da Venezuela "vive o pior momento de sua história", diz jornalista
Segundo o presidente do Colégio Nacional de Jornalistas, assassinatos, agressões a profissionais e censura são alguns dos motivos.
Atualizado em 05/05/2014 às 17:05, por
Redação Portal IMPRENSA.
Em entrevista publicada no último domingo (4/5), Tinedo Díaz, presidente do Colégio Nacional de Jornalistas (CNP, na sigla em espanhol), denunciou o "estado crítico" da mídia venezuelana atualmente. Segundo ele, assassinatos, agressões a profissionais, censura, perseguição e falta de papel são alguns dos fatores que prejudicam o papel da imprensa no país.
Crédito:Reprodução Jornalista denuncia crise da imprensa na Venezuela
Ao portal português Sol, Díaz afirmou que, desde janeiro deste ano, 140 jornalistas já foram agredidos na Venezuela. "A impunidade e a indiferença do Governo de Nicolás Maduro são as respostas que recebemos à maioria das denúncias que se apresentaram. Essa violência é só mais um ingrediente do estado debilitado da liberdade de imprensa, direito humano severamente comprometido na Venezuela", afirmou o jornalista.
Sobre a falta de papel, Díaz destacou que o problema parece afetar apenas veículos privados. "Salta à atenção que os veículos de comunicação do Estado, assim como aqueles alinhados à ideologia antidemocrática do Partido Socialista Unido da Venezuela, não se queixam da falta de papel nem de outros materiais. Isso pode significar que eles não têm esses problemas ou pode ser uma evidência da discriminação aos outros meios. Ou mesmo que a autocensura não lhes permite queixar-se", disse.
"Dia 3 de maio, por iniciativa da Unesco, celebrou-se o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. Menos na Venezuela, onde a imprensa vive o pior momento da sua história", frisou o jornalista.
Crédito:Reprodução Jornalista denuncia crise da imprensa na Venezuela
Ao portal português Sol, Díaz afirmou que, desde janeiro deste ano, 140 jornalistas já foram agredidos na Venezuela. "A impunidade e a indiferença do Governo de Nicolás Maduro são as respostas que recebemos à maioria das denúncias que se apresentaram. Essa violência é só mais um ingrediente do estado debilitado da liberdade de imprensa, direito humano severamente comprometido na Venezuela", afirmou o jornalista.
Sobre a falta de papel, Díaz destacou que o problema parece afetar apenas veículos privados. "Salta à atenção que os veículos de comunicação do Estado, assim como aqueles alinhados à ideologia antidemocrática do Partido Socialista Unido da Venezuela, não se queixam da falta de papel nem de outros materiais. Isso pode significar que eles não têm esses problemas ou pode ser uma evidência da discriminação aos outros meios. Ou mesmo que a autocensura não lhes permite queixar-se", disse.
"Dia 3 de maio, por iniciativa da Unesco, celebrou-se o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. Menos na Venezuela, onde a imprensa vive o pior momento da sua história", frisou o jornalista.





