Imprensa cubana culpa Estados Unidos por deserção de jogadores
Imprensa cubana culpa Estados Unidos por deserção de jogadores
A imprensa de Cuba classificou nesta sexta-feira (14) a legislação norte-americana (que favorece o asilo político a cubanos) e a "conduta desonrosa" dos envolvidos como os principais fatores da deserção dos sete jogadores de futebol da seleção sub-23 cubana.
O grupo abandonou o hotel do time nacional, na última quinta-feira (13), durante a estadia em Tampa (Flórida) para a disputa de um jogo do Pré-olímpico da Concacaf (Confederação de Futebol das Américas do Norte e Central e Caribe), nos Estados Unidos.
Sobre as deserções, o jornal oficial Granma falou em "golpe baixo ao futebol cubano", responsabilizando a lei estadunidense de "incentivar posturas desleais". O jornal Juventud Rebelde e o noticiário matutino da televisão local também divulgaram a notícia com críticas.
Em ambos os veículos, falou-se de "deserção desonrosa de sete integrantes" da seleção nacional. As autoridades desportivas de Cuba ainda não se manifestaram oficialmente.
A equipe cubana empatou em 1 a 1 com os Estados Unidos, em sua primeira partida do torneio classificatório das Olimpíadas de Pequim, mas, ao ficar com somente 10 jogadores em campo e sem reservas - dos 11 cubanos restantes, um cumpre suspensão - o time perdeu para Honduras por 2 a 0.
Desde 1995, um acordo entre os governos de Cuba e Estados Unidos determina que sejam devolvidos à ilha os cidadãos cubanos capturados durante viagens marítimas ilegais por patrulhas estadunidenses.
Contudo, uma lei mais antiga - batizada de "pés secos, pés molhados", vigente no país desde 1963 - presenteia o cubano que consegue pisar em terra firme norte-americana, usando-se de qualquer meio, com a condição automática de asilado político. A legislação se diferencia drasticamente do tratamento dado a movimentos migratórios proveniente de outros países, como o México, encarados como problema de Estado na América do Norte.
Com informações da agência Ansalatina
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