Imprensa conservadora do Irã tenta inocentar governo pela morte de jovem
Imprensa conservadora do Irã tenta inocentar governo pela morte de jovem
A imprensa pró-governo do Irã tenta retirar a responsabilidade das forças de segurança do país pela morte de Neda Agha Soltan, a jovem que se tornou símbolo dos protestos contra a reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad.
Vários jornais afirmam que os tiros que atingiram a jovem não vieram das armas nas mãos dos policiais envolvidos no conflito. "A investigação mostra que uma pessoa abriu fogo contra várias pessoas na rua Karegar com uma arma de contrabando e uma das balas atingiu Neda Salehi (Agha Soltan) nas costas", declaram em uníssono os jornais que respaldam Ahmadinejad, todos baseados em informações da agência ultraconservadora Fars.
No entanto, o noivo de Neda, Caspian Makan, relata que ela não participava das manifestações e que passava por uma delas quando foi baleada por um miliciano.
"Depoimentos e imagens do vídeo mostram claramente que são provavelmente os basij vestidos como civis os que atiram deliberadamente", declarou na segunda-feira o namorado de Neda ao canal BBC Persian, emissora em farsi da rádio e televisão pública da Grã-bretanha.
De acordo com informações da agência de notícias AFP, o jornal Vatam Emruz faz ainda uma acusação direta ao correspondente da BBC, Jon Leyne, recentemente expulso do Irã por autoridades, de ter "contratado um criminoso para matar alguém para seu documentário". Acusações similares são reproduzidas por outros jornais conservadores que reforçam as informações do diário ultraconservador Javan, um dos principais do país.
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