Imprensa brasileira incorpora uso de celulares para produção jornalística
Extra Online (Rio de Janeiro), JC Online/NE10 (Recife) e A Tarde (Salvador) foram os mais representativos veículos que fizeram experiências no Brasil utilizando smartphones para a produção e transmissão de noticiário, segundo mapeamento realizado durante o doutorado do professor e jornalista Fernando Firmino, concluído em 2013.
Atualizado em 26/12/2013 às 13:12, por
Maurício Kanno.
JC Online/NE10 (Recife) e A Tarde (Salvador) foram os mais representativos veículos que fizeram experiências no Brasil utilizando smartphones para a produção e transmissão de noticiário, segundo mapeamento realizado durante o doutorado do professor e jornalista Fernando Firmino, concluído em 2013.
Crédito:Fernando Firmino Uso de smartphone no Projeto Repórter 3G do jornal "Extra", do Rio de Janeiro
Um dos eventos de impacto nesse sentido foi a cobertura dos respectivos carnavais por esses meios. No caso do Extra Online, há um projeto específico chamado "Repórter 3G" em que o jornalista apura, edita e transmite o conteúdo direto da rua, utilizando-se do conceito de “comunicação ubíqua da redação móvel”. RBS/ Zero Hora também tem iniciativas significativas com smartphones e conexão 3G e 4G.
Firmino aponta para a possibilidade de os repórteres utilizarem acessórios como microfones unidirecionais, teclados externos com bluetooth e lentes, como o óculos Google Glass, de modo complementar. Ele lembra o caso do repórter da Folha de S.Paulo que utilizou o óculos durante cobertura das manifestações em junho no Brasil.
Para o pesquisador, é uma oferta de mais mobilidade e velocidade na produção. Por outro lado, o trabalho do repórter passa a ser mais multitarefa e há exigência de maior atualização das notícias.
Crédito:Artur Lira Projeto Repórter Junino, que promove a cobertura da Festa de São João via dispositivos portáteis
Telejornal e São João Segundo Firmino, entre os telejornais, o “Jornal da Record”, teria realizado “a primeira série de reportagem no Brasil para uma emissora de TV exclusivamente por meio de um celular, em 2009, com o repórter Vinicius Dônola”.
A TV Globo fez experiências no telejornalismo durante a retomada do Morro do Alemão através da transmissão por notebooks e 3G em 2010, devido à impossibilidade da equipe de entrar no local com veículo de micro-ondas. A Globo News também realizou transmissão ao vivo com portáteis em 2012, na cobertura da queda de dois edifícios no centro do Rio.
Já em âmbito internacional, a repercussão do jornalismo móvel partiu do News-Press, grupo americano Gannett, em 2005, do projeto de "mobile journalism" da agência Reuters em 2007, e, posteriormente da BBC de Londres, CNN americana, RTP em Portugal e Washington Post , além de vários outros meios de comunicação tradicionais ou digitais.
Firmino tem um projeto em Campina Grande (PB), chamado Repórter Junino, em que se promove a cobertura com dispositivos móveis da tradicional Festa de São João.

Crédito:Fernando Firmino Uso de smartphone no Projeto Repórter 3G do jornal "Extra", do Rio de Janeiro
Um dos eventos de impacto nesse sentido foi a cobertura dos respectivos carnavais por esses meios. No caso do Extra Online, há um projeto específico chamado "Repórter 3G" em que o jornalista apura, edita e transmite o conteúdo direto da rua, utilizando-se do conceito de “comunicação ubíqua da redação móvel”. RBS/ Zero Hora também tem iniciativas significativas com smartphones e conexão 3G e 4G.
Firmino aponta para a possibilidade de os repórteres utilizarem acessórios como microfones unidirecionais, teclados externos com bluetooth e lentes, como o óculos Google Glass, de modo complementar. Ele lembra o caso do repórter da Folha de S.Paulo que utilizou o óculos durante cobertura das manifestações em junho no Brasil.
Para o pesquisador, é uma oferta de mais mobilidade e velocidade na produção. Por outro lado, o trabalho do repórter passa a ser mais multitarefa e há exigência de maior atualização das notícias.
Crédito:Artur Lira Projeto Repórter Junino, que promove a cobertura da Festa de São João via dispositivos portáteis
Telejornal e São João Segundo Firmino, entre os telejornais, o “Jornal da Record”, teria realizado “a primeira série de reportagem no Brasil para uma emissora de TV exclusivamente por meio de um celular, em 2009, com o repórter Vinicius Dônola”.
A TV Globo fez experiências no telejornalismo durante a retomada do Morro do Alemão através da transmissão por notebooks e 3G em 2010, devido à impossibilidade da equipe de entrar no local com veículo de micro-ondas. A Globo News também realizou transmissão ao vivo com portáteis em 2012, na cobertura da queda de dois edifícios no centro do Rio.
Já em âmbito internacional, a repercussão do jornalismo móvel partiu do News-Press, grupo americano Gannett, em 2005, do projeto de "mobile journalism" da agência Reuters em 2007, e, posteriormente da BBC de Londres, CNN americana, RTP em Portugal e Washington Post , além de vários outros meios de comunicação tradicionais ou digitais.
Firmino tem um projeto em Campina Grande (PB), chamado Repórter Junino, em que se promove a cobertura com dispositivos móveis da tradicional Festa de São João.
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