Imprensa argentina associa exoneração de presidente da CNV a assédio contra o Grupo Clarín
Imprensa argentina associa exoneração de presidente da CNV a assédio contra o Grupo Clarín
A imprensa argentina associou a renúncia do presidente da Comissão Nacional de Valores (CNV), Eduardo Hecker, a uma suposta tentativa de ação contra o Clarín, maior grupo de comunicação do país. O demissionário teria se negado a realizar sanções contra a fábrica de papel-jornal Papel Prensa, empresa que tem 49% de suas ações nas mãos do Clarín.
O desligamento do profissional foi anunciado na última quarta-feira (11). Na ocasião, Hecker alegou "questões estritamente pessoais" para deixar o cargo. A exoneração ocorre um mês depois de o ex-presidente da CNV tornar pública uma suposta ameaça de que o governo estimulara reivindicações sindicais contra a Papel Prensa, na tentativa de "expropriá-la".
A ação à Papel Prensa é apenas um capítulo do freqüente embate do governo com o Clarín. Segundo informou a Folha de S.Paulo , na última quinta (12), a presidente Cristina Kirchner acusou o grupo de distorcer fatos e praticar irregularidades trabalhistas.
"São demasiadas as mentiras com que tentam confundir a sociedade. Sabemos que são mentiras e que esse jornal não se interessa pelos trabalhadores", disse a presidente.
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