Impedido de viajar, jornalista só é liberado depois de assinar documento de autocensura
Radialista venezuelano foi detido em aeroporto e só foi liberado depois de se comprometer a não comentar mais o caso de um piloto executado
A tática das autoridades venezuelanas de prender jornalistas ou impedi-los de viajar ao exterior sem nenhuma acusação formal visa obviamente intimidá-los no exercício de suas funções. Com isso, não chega a ser uma surpresa que um conhecido radialista no país tenha sido obrigado a assinar um documento de autocensura para ser liberado pelas forças de segurança.
Crédito:Reprodução CNN O radialista tem feito criticas ao governo e usado o exemplo de rebelde que foi executado pelas forças de segurançaSegundo informações da , Isnardo Bravo iria para Miami (EUA) com sua filha, de 11 anos, quando foi parado por funcionários do Serviço Administrativo de Identificação e Estrangeiros (Saime) no Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Maiquetía, próxima a Caracas. De lá, ele foi conduzido à Diretoria Geral de Contrainteligência Militar, na capital.
Ficou preso por nove horas sem nenhuma acusação contra ele e também com todos os seus documentos regularizados para viajar – seu passaporte fora renovado recentemente.
O radialista só foi liberado depois de assinar um documento em que se comprometia a não comentar mais o caso de Óscar Pérez, um piloto de helicóptero que se rebelou contra o governo Nicolás Maduro e foi executado pelas forças de segurança.
Segundo a , em 15 de janeiro de 2018, Pérez estava com seu grupo rebelde e foi cercado pelos militares em uma casa. Ele, então, anunciou nas redes sociais que gostaria de negociar sua rendição, mas o local foi invadido e ele e todos os membros do grupo foram mortos sob a alegação de que eram terroristas. O piloto foi acusado de usar um helicóptero militar para disparar tiros contra a sede do Ministério do Interior e Justiça.
Após ser liberado, Isnardo Bravo publicou em seu uma mensagem de agradecimento. “Eu sou imensamente grato a este país que eu amo e seu povo. Estou bem. Obrigado, mil agradecimentos pelo seu apoio. Sou repórter e ainda serei. Obrigado, não tenho como agradecer”, escreveu.
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