III Fórum "Vamos botar a água em pauta no nosso jornalismo": acompanhe os debates

III Fórum "Vamos botar a água em pauta no nosso jornalismo": acompanhe os debates

Atualizado em 21/03/2005 às 18:03, por Thaís Naldoni - thaisnaldoni@portalimprensa.com.br.

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Acompanhe o resumo dos dois primeiros painéis do III Fórum "Vamos botar a água em pauta no nosso jornalismo", realizado pela ANA (Agência Nacional de Águas) em conjunto com a Fenaj (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e organizado pela revista IMPRENSA.

Marcos regulatórios: possível escassez de água exige gerenciamento

O primeiro painel tratou de possíveis regulamentações para a utilização da água. Para José Machado, presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), a água é patrimônio estratégico para o desenvolvimento sustentável de um país. "A Agência Nacional das Águas (ANA), fundada em 2000, visa erigir no Brasil um sistema de gerenciamento dos recursos hídricos", disse.
Já Ricardo Daruiz Borsari, superintendente do Departamento de Águas e Energia Elétrica - SP garante que fomentar eventos como o Fórum é importante para jogar luz sobre o desperdício de água. "Estes eventos são sempre produtivos para que a imprensa divulgue a questão hídrica".
O Prof. Dr. Ivanildo Hespanhol, diretor do Centro Internacional de Referência em Reuso de Água (CIRRA), finaliza: "A conservação e o reúso da água são práticas ambientalmente corretas. A imprensa popular motiva os cidadãos a racionalizar o uso da água", conclui.

Desfazendo mitos: quanto menor o consumo, maiores os ganhos

O segundo painel do Fórum tratou da necessidade de pesquisas que auxiliem na redução do desperdício, aliadas à reeducação dos cidadãos quanto à questão hídrica. Cláudio Tomazela, da Senninger Irrigação do Brasil, falou dos desafios universais da irrigação, além do desperdício de água por desinformação.
Já Eduardo Moreno, diretor da Vitalux e diretor de Infra-estrutura da Fiesp, mostrou a importância de investimentos em programas de eficiência energética, além de citar casos de sucesso no setor público, em que o objeto da licitação era a redução do consumo de água e energia.
Fábio Camurri A. Campos, do Sindicerâmica deu exemplos de como os maus hábitos adquiridos pela população podem causar grande desperdício de água e, os critérios adotados para a cobrança da água, além da importância da sociedade civil nos chamados "Comitês de Bacia" foram abordados por André Elia Neto, do Centro de Tecnologia Canavieira.