IGN chega ao país querendo criar um "tempero brasileiro" na cobertura de games
Versão nacional do site contará com investimento de R$ 2 milhões até o fim do ano
Atualizado em 06/02/2015 às 13:02, por
Alana Rodrigues*.
O jornalismo de games brasileiro ganhará uma nova roupagem este mês com o lançamento da versão nacional do IGN.com, um dos mais famosos portais de games e de conteúdo geek do mundo.
Crédito:Divulgação IGN aposta no público brasileiro e terá 50% de produção própria
A ideia de trazer o portal para o Brasil foi da Webedia, empresa de conteúdo que no Brasil já possui os sites AdoroCinema, Purepeople e PureBreak, junto a uma parceria com a Ziff Davis, para investir também na versão francesa.
O CEO da companhia, Cyrille Reboul, informa que a operação envolve um investimento de R$ 2 milhões até o final de 2015. O valor será direcionado para a montagem das equipes editorial e comercial. "O potencial da versão brasileira é grande e o investimento deve se repetir nos próximos anos", antecipa.
O conteúdo será mesclado por notícias do universo dos games, reportagens, publicações do site internacional e vídeos diários que serão gravados pela redação, além da cobertura de grandes eventos do segmento.
Pablo Miyazawa, editor-chefe do site, afirma que a expectativa para o lançamento do IGN no Brasil é antiga. A ideia era trabalhada há pelo menos 15 anos. Para o jornalista, faltava uma iniciativa real para consolidar a proposta.
"Esperamos poder reforçar e profissionalizar ainda mais o segmento de games e cultura pop no Brasil. O IGN vem para somar, reforçar, melhorar e incrementar a cobertura com um novo patamar", diz.
A marca já é bastante familiar aos gamers do país. Segundo Miyazawa, o portal recebe mais de dois milhões de visitas de leitores brasileiros. "O público sabe o que esperar. O objetivo é manter a referência e criar um tempero brasileiro", explica.
A princípio, o projeto editorial dedicará 50% para conteúdo nacional e a outra metade para o material estrangeiro. "É um valor bastante ousado. Talvez, será a versão do IGN que mais vai trazer conteúdo local", pontua.
Equipe
Além de Miyazawa, o IGN.com contará com a participação de Gustavo Petró, que atuará como editor, e Flávia Gasi, primeira mulher contratada pelo site. Lá, a jornalista vai conduzir uma coluna especial.
A nova equipe carrega uma grande bagagem no universo dos jogos. Pablo editou as principais publicações sobre games do país e assinava um blog sobre cultura pop no UOL. Petró atuou como repórter no G1 e comandou o programa semanal "Madrugames", na Globo. Pesquisadora da área de games, Flávia já publicou colunas de games na RedeTV! e na MTV.
Jornalismo de games
Para Miyazawa, o mercado de cultura pop está em ascensão. Além dos já consolidados, ele menciona o trabalho que tem sido feito por blogs e sites independentes. "É um público muito apaixonado, o leitor é dedicado, está nas redes sociais, consome muito material estrangeiro".
O jornalista ressalta que para se destacar na área não basta apenas ter paixão pelo que faz. "A concorrência aumentou. Tem que ter estudo, saber técnicas jornalísticas e ter muitas referências. O jornalismo de entretenimento é sério como qualquer outro assunto", acrescenta.
* Com supervisão de Vanessa Gonçalves.
Leia também
Crédito:Divulgação IGN aposta no público brasileiro e terá 50% de produção própria
A ideia de trazer o portal para o Brasil foi da Webedia, empresa de conteúdo que no Brasil já possui os sites AdoroCinema, Purepeople e PureBreak, junto a uma parceria com a Ziff Davis, para investir também na versão francesa.
O CEO da companhia, Cyrille Reboul, informa que a operação envolve um investimento de R$ 2 milhões até o final de 2015. O valor será direcionado para a montagem das equipes editorial e comercial. "O potencial da versão brasileira é grande e o investimento deve se repetir nos próximos anos", antecipa.
O conteúdo será mesclado por notícias do universo dos games, reportagens, publicações do site internacional e vídeos diários que serão gravados pela redação, além da cobertura de grandes eventos do segmento.
Pablo Miyazawa, editor-chefe do site, afirma que a expectativa para o lançamento do IGN no Brasil é antiga. A ideia era trabalhada há pelo menos 15 anos. Para o jornalista, faltava uma iniciativa real para consolidar a proposta.
"Esperamos poder reforçar e profissionalizar ainda mais o segmento de games e cultura pop no Brasil. O IGN vem para somar, reforçar, melhorar e incrementar a cobertura com um novo patamar", diz.
A marca já é bastante familiar aos gamers do país. Segundo Miyazawa, o portal recebe mais de dois milhões de visitas de leitores brasileiros. "O público sabe o que esperar. O objetivo é manter a referência e criar um tempero brasileiro", explica.
A princípio, o projeto editorial dedicará 50% para conteúdo nacional e a outra metade para o material estrangeiro. "É um valor bastante ousado. Talvez, será a versão do IGN que mais vai trazer conteúdo local", pontua.
Equipe
Além de Miyazawa, o IGN.com contará com a participação de Gustavo Petró, que atuará como editor, e Flávia Gasi, primeira mulher contratada pelo site. Lá, a jornalista vai conduzir uma coluna especial.
A nova equipe carrega uma grande bagagem no universo dos jogos. Pablo editou as principais publicações sobre games do país e assinava um blog sobre cultura pop no UOL. Petró atuou como repórter no G1 e comandou o programa semanal "Madrugames", na Globo. Pesquisadora da área de games, Flávia já publicou colunas de games na RedeTV! e na MTV.
Jornalismo de games
Para Miyazawa, o mercado de cultura pop está em ascensão. Além dos já consolidados, ele menciona o trabalho que tem sido feito por blogs e sites independentes. "É um público muito apaixonado, o leitor é dedicado, está nas redes sociais, consome muito material estrangeiro".
O jornalista ressalta que para se destacar na área não basta apenas ter paixão pelo que faz. "A concorrência aumentou. Tem que ter estudo, saber técnicas jornalísticas e ter muitas referências. O jornalismo de entretenimento é sério como qualquer outro assunto", acrescenta.
* Com supervisão de Vanessa Gonçalves.
Leia também





