Identidade de repórter que vazou tema da redação do Enem é mantida em sigilo

Identidade de repórter que vazou tema da redação do Enem é mantida em sigilo

Atualizado em 09/11/2010 às 12:11, por Redação Portal IMPRENSA.

O Jornal do Commercio ( JC ) mantém a identidade do repórter que divulgou o tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em sigilo, por decisão da diretoria do veículo. A editora-chefe do JC , Benira Maia Barros, declarou que a publicação não recebeu notificação do Ministério da Educação (MEC) sobre um eventual processo contra o jornalista.

No último domingo (07), o profissional de imprensa havia enviado uma mensagem de texto de seu celular à equipe do veículo pernambucano para informar sobre o tema da redação - "Trabalho". Na segunda (08), o MEC divulgou em sua página o Twitter que o repórter poderia ser processado pela instituição, por ter cometido "ato ilícito ao atentar contra as regras do certame".

Segundo o portal Midiacon, Benira declarou que a intenção do jornal não era a de divulgar o tema da redação do Enem, mas, sim, "comprovar a fragilidade do sistema da organização". Para o MEC, o uso de celular antes do horário permitido para a saída do local de prova é ilegal. A editora-chefe disse, ainda, que o Ministério deveria, antes de se preocupar em mover uma ação contra o repórter, verificar se mais alguém que prestou o exame foi prejudicado pela "falta de fiscalização".

Pelo Twitter, o MEC havia anunciado, pelo microblog, que começou a monitorar as mensagens publicadas por estudantes que prestaram o Enem em seus perfis no Twitter, e que algumas poderiam ser alvo de processo movido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), responsável pelas provas: "Alunos q [sic] já "dançaram" no Enem tentam tumultuar com msgs [sic] nas redes sociais. Estão sendo monitorados e acompanhados. Inep pode processá-los".

O Enem foi realizado no sábado (06) e domingo (07), e a nota obtida na prova pode ser utilizada como forma de seleção unificada em algumas universidades federais brasileiras e, também, por aqueles que desejam se inscrever no Programa Universidade para Todos (Prouni).

Na edição deste ano, cerca de 20 mil estudantes receberam cartões de resposta com o cabeçalho trocado e provas com perguntas repetidas. Na segunda, a Justiça Federal do Ceará suspendeu o Enem em todo o país, por conta dos erros contidos nos exames, e que prejudicariam os alunos. Segundo o jornal Folha de S.Paulo , o MEC anunciou que entrará com pedido para que a decisão seja revista.

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