The Times publica carta aberta em defesa de iraniana condenada ao apedrejamento

The Times publica carta aberta em defesa de iraniana condenada ao apedrejamento

Atualizado em 13/12/2010 às 11:12, por Redação Portal IMPRENSA.

The Times publica carta aberta em defesa de iraniana condenada ao apedrejamento

Mais de 80 artistas, políticos e acadêmicos divulgaram uma carta pedindo a libertação da iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani, condenada ao apedrejamento por adultério e assassinato. O pedido foi publicado na capa da edição desta segunda-feira (13) do jornal britânico .

Segundo informações das agências de notícias, os signatários declararam que "Sakineh Mohammadi Ashtiani já sofreu bastante". Entre as assinaturas, destacam-se as dos atores Robert Redford e Robert De Niro; a do cantor Sting; a do ex-chanceler francês Bernard Kouchner; a do prefeito de Paris, Bertrand Delanoe; a do escritor nigeriano e Prêmio Nobel de Literatura Wole Soyinka, e a da chefe de política externa da União Europeia (UE), Catherine Ashton; entre outras.

A carta aberta foi dirigida ao líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, e ao presidente Mahmoud Ahmadinejad, e também pede a libertação do filho da iraniana, Sajad Ghaderzade, e de seu advogado, Javid Houtan Kian, presos em outubro quando concediam uma entrevista a dois jornalistas alemães.

Após a repercussão internacional que o caso de Sakineh gerou, a Justiça do Irã comutou a sentença de apedrejamento para enforcamento. Na última quinta (09), o Comitê Internacional Contra o Apedrejamento e a Pena de Morte (Icas), sediado na Alemanha, havia anunciado a libertação da mulher, o que foi negado pela TV estatal iraniana Press TV.

Além disso, uma equipe da emissora acompanhou a visita de uma mulher identificada como Sakineh à residência onde seu marido teria sido assassinado. O vídeo de meia hora com a reconstituição do caso foi exibido pela TV na última sexta (10), e nele, a suposta iraniana simula o crime. "Ele [seu amante] decidiu matar meu marido eletrocutando-o", disse.

Além da carta publicada pelo Times , outras personalidades, como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e a primeira-dama da França Carla Bruni defenderam a libertação de Sakineh. Em julho, Lula chegou a oferecer asilo à iraniana, e Carla defendeu-a publicamente, gerando críticas de parte da imprensa do Irã que chegou a chamá-la de "prostituta" e "imoral".

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