O Estado de S.Paulo critica repressão de Chávez contra a imprensa na Venezuela

O Estado de S.Paulo critica repressão de Chávez contra a imprensa na Venezuela

Atualizado em 26/05/2009 às 08:05, por Thiago Rosa/Redação Portal IMPRENSA.

Por

O jornal O Estado de S.Paulo trouxe à tona nesta terça-feira (26) a discussão em torno da difícil relação entre imprensa e governo na Venezuela, sob o atual comando da Hugo Chávez. Por meio de editorial, o periódico criticou recentes represálias do chefe de estado latino contra veículos do país. Segundo O Estado , o atual embate contra emissoras na Venezuela é conseqüência da "soberba", marca da ação política de Chávez.

Para o periódico paulistano, as recentes ações do governista refletem o momento econômico e político da Venezuela. No texto, o jornal cita que o controle do Estado sobre a economia e instituições privadas do país seriam conseqüência da fraco desempenho político do governo Chávez na América Latina e do baixo desempenho do petróleo em relação às finanças do país.

O jornal também expôs as recentes declarações de Chávez à imprensa latina. Em recente entrevista pública, o presidente da Venezuela acusou de "terrorismo midiático" a emissora de TV Globovisión, de oposição ao governista de linha bolivariana. Para o presidente, o veículo televisivo tem por objetivo "incitar o ódio" entre a população, ao propagar denúncias falsas contra o atual governo.

A decisão dos presidentes Chávez e Rafael Correa, do Equador, em criar um órgão de controle e repressão à imprensa também foi alvo de críticas por parte do jornal paulistano. No editorial, é citado que "onde a democracia não sucumbe os seus inimigos", como na América latina, dá-se a inversão de papeis, em que a imprensa é que tem se defender dos governos que denuncia, e não o oposto.

Leia Mais