Folha explica caso Falha de S.Paulo após ombudsman criticar publicação

Folha explica caso Falha de S.Paulo após ombudsman criticar publicação

Atualizado em 14/01/2011 às 17:01, por Eduardo Neco/Redação Portal IMPRENSA.

Folha explica caso Falha de S.Paulo após ombudsman criticar publicação

Por Após ser criticado por seu próprio ombudsman, o jornal Folha de S.Paulo decidiu se pronunciar, nesta sexta-feira (14), sobre as ações contra o blog satírico Falha de S.Paulo, que parodiava a publicação e foi obrigado a sair do ar por decisão judicial.
No último domingo (9), a ombudsman Suzana Singer chamou as ações do jornal contra os criadores do site de "micaço". Suzana explicou que o termo foi emprestado do humorista Cláudio Manoel, do extinto "Casseta & Planeta Urgente", da Rede Globo, e que se tornou "perfeito para definir" o caso.
Na matéria desta sexta, o jornal salientou, citando a decisão do juiz responsável pelo caso, de que não se trata de censura à iniciativa dos irmãos Lino e Mario Bochini, mas ao uso supostamente indevido da marca e do logo da Folha . O texto repetiu a defesa que alguns profissionais do grupo vinham fazendo, informalmente, quando inquiridos sobre o caso.
"'Não pela sátira, que não é vedada', escreveu o juiz ao conceder a liminar, mas pela 'inequívoca confusão' entre o nome do blog e o título do jornal", reproduziu o jornal, citando a sentença.
Apresentando argumento do jurídico da Folha , o jornal tornou a afirmar que a questão se limita à marca e que os irmãos poderiam migrar o conteúdo para outro domínio. "Jamais pediríamos a proibição de um blog. O que não podemos aceitar é o uso da marca e de conteúdos do jornal".
Apesar de esclarecer aos leitores sobre a questão abordada por seu ombudsman, a Folha não relatou que cobra indenização por dano moral de valor ainda indeterminável e que, à época da liminar que derrubou o site, requisitou multa diária de R$ 10 mil.


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