Folha admite não ser possível provar autenticidade de ficha de Dilma Roussef
Folha admite não ser possível provar autenticidade de ficha de Dilma Roussef
Folha admite não ser possível provar autenticidade de ficha de Dilma Roussef
PorApós protesto da ministra Dilma Roussef (Casa Civil), o jornal Folha de S.Paulo admitiu, na edição do último sábado (25), ter se equivocado ao tratar como autêntico documento recebido, por e-mail, com lista de ações armadas atribuídas à ministra. "A Folha cometeu dois erros na edição do dia 5 de abril, ao publicar a reprodução de uma ficha criminal relatando a participação da hoje ministra Dilma Roussef (Casa Civil) no planejamento ou na execução de ações armadas contra a ditadura militar (1964-85)", diz o parágrafo de abertura da matéria.
O primeiro erro, segundo o jornal, foi afirmar que a origem do documento era o arquivo do Dops. "Na verdade - explica o diário - o jornal recebeu a imagem por e-mail". O segundo erro foi tratar a ficha como autêntica quando, de acordo com declaração do jornal, sua autenticidade "não pode ser assegurada - bem como não pode ser negada".
Segundo a Folha , o foco da reportagem "não era a ficha, mas o plano de sequestro do então ministro Delfim Netto (Fazenda) pela organização guerrilha da qual a ministra fazia parte, a VAR-Palmares (Vanguarda Armada Revolucionária Palmares).
A referida reportagem, afirma o jornal, foi baseada em depoimento de Antonio Roberto Espinosa, ex-dirigente da VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) e da VAR-Palmares.
Após destacar repórteres para apurar o caso - depois do protesto da ministra por meio de carta enviada ao ombusdman do jornal e através de entrevista a uma rádio de Belo Horizonte - a Folha concluiu que "cometeu um erro técnico: inclui a reprodução digital a ficha em papel amarelo em uma pasta de nome 'Arquivo SP', quando era originária de e-mail enviado à repórter por uma fonte". O equívoco está no fato de a dita pasta abrigar arquivos referentes ao antigo Dops, o que gerou a errônea associação.
A Internet e a ficha de Dilma Roussef
Há meses, a ficha circula por e-mails e sites que se opõem à virtual candidatura de Dilma à Presidência da República em 2010.
A Folha apontou na reportagem que o Grupo Inconfidência - que reúne militares e civis que defendem o regime instaurado em 1964 - mantém em sua página da web uma reprodução da ficha. No entanto, de acordo com seu criador, o tenente-coronel reformado do Exército Carlos Claudio Miguez, não é possível garantir a autenticidade do documento. "Não posso garantir. Não fomos nós que botamos na Internet", disse.
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