El País critica Lula em editorial por ignorar morte de prisioneiro cubano

El País critica Lula em editorial por ignorar morte de prisioneiro cubano

Atualizado em 26/02/2010 às 15:02, por Redação Portal IMPRENSA.

El País critica Lula em editorial por ignorar morte de prisioneiro cubano

Em seu editorial, na última quinta-feira (25), o jornal espanhol El País criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por não se manifestar sobre as violações dos direitos humanos em Cuba.

No texto, o diário cita a morte do preso político Orlando Zapata Tamayo - após 85 dias de greve de fome - e a vista de Lula à ilha para sublinhar que seu silêncio diante do regime cubano seria prejudicial à figura do presidente em relação à América Latina, sobretudo para o Brasil, uma vez que o país estabelece sua posição de potência emergente.

No entendimento do El País , a coincidência entre a visita do presidente brasileiro à ilha e a morte de Zapata representaria "uma prova decisiva para a comunidade internacional e para Lula".

O jornal sublinha, ainda, que o encontro com Fidel serviria para Lula "demonstrar que o crescente papel internacional do Brasil não significa sacrificar o principal capital político adquirido: a opção por uma esquerda capaz de oferecer progresso e bem-estar por meio do fortalecimento e da gestão das instituições e dos procedimentos democráticos".

O diário espanhol relatou que Lula teria recebido uma carta de um grupo de prisioneiros pedindo que ele intercedesse por eles junto do presidente cubano Raúl Castro, bem como a seu irmão, o ex-presidente Fidel Castro. No entanto, durante a visita, o presidente brasileiro negou ter recebido a carta e disse que, caso tivesse sido informado sobre o pedido, teria se encontrado com os dissidentes.

Para o jornal, o "mito" da Revolução Cubana entre os governos da América do Sul dificulta as críticas contra a "a ditadura mais longa da América Latina e uma das que mais coíbe a liberdade da história do continente".

No entanto, na opinião do jornal,"o compromisso que o Brasil tem demonstrado com os direitos humanos seria suficiente para justificar tal ação, mas a morte de Zapata a torna inevitável".

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