El País critica Lula em editorial por ignorar morte de prisioneiro cubano
El País critica Lula em editorial por ignorar morte de prisioneiro cubano
El País critica Lula em editorial por ignorar morte de prisioneiro cubano
Em seu editorial, na última quinta-feira (25), o jornal espanhol El País criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por não se manifestar sobre as violações dos direitos humanos em Cuba.
No texto, o diário cita a morte do preso político Orlando Zapata Tamayo - após 85 dias de greve de fome - e a vista de Lula à ilha para sublinhar que seu silêncio diante do regime cubano seria prejudicial à figura do presidente em relação à América Latina, sobretudo para o Brasil, uma vez que o país estabelece sua posição de potência emergente.
No entendimento do El País , a coincidência entre a visita do presidente brasileiro à ilha e a morte de Zapata representaria "uma prova decisiva para a comunidade internacional e para Lula".
O jornal sublinha, ainda, que o encontro com Fidel serviria para Lula "demonstrar que o crescente papel internacional do Brasil não significa sacrificar o principal capital político adquirido: a opção por uma esquerda capaz de oferecer progresso e bem-estar por meio do fortalecimento e da gestão das instituições e dos procedimentos democráticos".
O diário espanhol relatou que Lula teria recebido uma carta de um grupo de prisioneiros pedindo que ele intercedesse por eles junto do presidente cubano Raúl Castro, bem como a seu irmão, o ex-presidente Fidel Castro. No entanto, durante a visita, o presidente brasileiro negou ter recebido a carta e disse que, caso tivesse sido informado sobre o pedido, teria se encontrado com os dissidentes.
Para o jornal, o "mito" da Revolução Cubana entre os governos da América do Sul dificulta as críticas contra a "a ditadura mais longa da América Latina e uma das que mais coíbe a liberdade da história do continente".
No entanto, na opinião do jornal,"o compromisso que o Brasil tem demonstrado com os direitos humanos seria suficiente para justificar tal ação, mas a morte de Zapata a torna inevitável".
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