El Nacional poderá publicar textos sobre violência após recuo da Justiça
El Nacional poderá publicar textos sobre violência após recuo da Justiça
El Nacional poderá publicar textos sobre violência após recuo da Justiça
A Justiça venezuelana recorreu, na última quinta-feira (19), da decisão de proibir os jornais de publicarem imagens "violentas, sangrentas e grotescas". A entidade foi alvo de críticas da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da Organização das Nações Unidas (ONU) após ter a medida, que atingiu o principal jornal de oposição ao governo, o El Nacional .
| Divulgação | |
| Hugo Chávez |
Em comunicado conjunto, as duas entidades afirmaram que as autoridades da Venezuela precisariam "revisar as decisões adotadas contra os meios de comunicação" para "restabelecer as garantias plenas para o exercício da livre expressão".
De acordo com o jornal Folha de S.Paulo , o El Nacional poderá publicar reportagens e publicidade sobre violência, porém sem ilustrar a matéria. "É uma revogação parcial e temporária. Amanhã eles podem mudar de ideia. Mas foi importante a pressão internacional e a solidariedade da mídia impressa. O governo havia subestimado", disse o diretor do veículo, Miguel Enrique Otero.
O veto a jornal aconteceu depois que ele publicou, na capa da edição da última sexta (13), uma foto mostrando cadáveres dividindo macas. No mesmo dia, a Defensoria do Povo acionou a Justiça, alegando que as imagens poderiam prejudicar crianças e adolescentes.
Outro veículo, o Tal Cual , também usou fotos parecidas e sofreu veto do Ministério Público, que apresentou alegação similar a da Defensoria do Povo.
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, havia declarado que a imprensa estaria promovendo "pornografia" e que "o país exige respeito". Chávez disse, ainda, que as fotos seriam parte de uma "conspiração" contra seu governo, encampada por opositores antes das eleições legislativas de 2011.
Além da OEA e da ONU, o Comitê de Proteção aos Jornalistas (CPJ) havia condenado a atitude do governo venezuelano, afirmando que a decisão teria como objetivo intensificar a perseguição à imprensa.
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