Dois pesos, duas medidas
"Lula tem medo da verdade"
Arthur Virgílio, Senador pelo PSDB.
Dois pesos, duas medidas
"Lula tem medo da verdade"
Arthur Virgílio, Senador pelo PSDB.
Dois pesos, duas medidas
"Lula tem medo da verdade"
Arthur Virgílio, Senador pelo PSDB.
"Lula tem medo da verdade"
Arthur Virgílio é senador pelo PSDB. Nasceu em Manaus (AM)no dia 15 de novembro de 1945. Desde sua juventude atuou como ativista.Foi ligado ao clandestino PCB nos tempos de ditadura e foi próximo ao PT no começo dos anos 80.Em 1974 conquistou o bacharelado em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.Ingressou na carreira diplomática ao concluir o Instituto Rio Branco,sendo, hoje,Conselheiro da Carreira de Diplomata do Ministério das Relações Exteriores. É um dos principais líderes da oposição no Congresso.
IMPRENSA - O sr. acredita que,como dizem alguns líderes do governo,há uma conspiração das elites em curso para enfraquecer ou até mesmo derrubar o governo Lula?
VÍRGILIO - Não há nenhuma conspiração contra o Governo Lula. Nem do que ele chamou de "elites", nem de qualquer outro setor. A crise nasceu das próprias entranhas do Governo petista. Suas raízes estavam lá no Palácio do Planalto, roçando as portas do Gabinete presidencial. E a árvore do maior esquema de corrupção e de rapinagem de dinheiro público que o País já viu estendeu sua sombra, frondosa, até a base parlamentar do Governo. As oposições só vêm exigindo, desde o início, a apuração dos fatos e a punição dos culpados. Nem sequer pedem a saída de Lula, a não ser que surjam fatos incontrastáveis que o liguem diretamente a esse esquema e que essa seja a vontade da Nação. Se alguma coisa conspira contra o Governo Lula, essa coisa é uma só - a verdade. Dela é que o presidente parece ter muito medo.
IMPRENSA - Como avalia a cobertura da atual crise pela imprensa?Tem sido exemplar ou tem havido excessos?
VÍRGILIO - É excelente o trabalho da imprensa. O País pode orgulharse de ter imprensa livre, investigativa e composta de excelentes profi ssionais. A imprensa teve e continua tendo papel relevante nessa crise, que começou quando ela trouxe a público aquelas inesquecíveis imagens de um diretor dos Correios recebendo e embolsando uma propina. A seguir, veio a "bomba", a entrevista que o presidente do PTB concedeu à jornalista Renata Lo Prete, da Folha de S.Paulo. Não é preciso citar mais. Quase todo dia os jornais ou a televisão trazem alguma novidade, alguma nova entrevista, alguma nova declaração que vai desbastando os meandros da corrupção. As revistas semanais passaram a ser aguardadas com expectativa pelas oposições - e com compreensível temor pelo Governo Lula, pelo PT e por todos os envolvidos nessa prática asquerosa do "mensalão" ou que outro nome ou periodicidade tenha.
IMPRENSA - O PT deixará de capitalizar politicamente a bandeira da ética?
VÍRGILIO - Sem dúvida. Durante seus 25 anos o PT acenou com essa bandeira. A denúncia de Paulo de Tarso Venceslau não foi sufi ciente para empaná la. O caso do assassinato do prefeito Celso Daniel, de Santo André, está até hoje envolto em nebulosidade, embora pareça não haver dúvida de que estava em causa, ali, um miniesquema como esse ora investigado pelas CPIs, pelo Ministério Público e pela Polícia Federal. Enfi m, o PT passava para a opinião pública a imagem de partido ético, contrário à corrupção, muito diferente de todos os outros. Essa capa caiu. O PT está nu. Os milhões de eleitores que nele acreditaram, que confi aram em sua pureza, estão desolados por ver que o PT, ao menos sua cúpula, é responsável pelo maior esquema de corrupção e rapinagem de dinheiro público já visto no país.
IMPRENSA Que forças preencherão o vácuo que o PT está deixando na esquerda?Há espaço para uma nova esquerda?
VÍRGILIO - Acho cedo para fazer previsões. O PT está dilacerado, muito abatido, mas não morto. E outras agremiações de esquerda tenderão a crescer.
IMPRENSA - Como o senhor tem visto os últimos pronunciamentos do presidente Lula?
VIRGÍLIO - São demagógicos, resvalando, alguns, para o mais vulgar dramalhão. Até "coração de mãe" ele diz ter. Naquele que pretendeu ser mais sério, perante o Ministério, ele não conseguiu, sequer, fi ngir sinceridade.
O Partido da Social Democracia foi fundado em 1988 e hoje é presidido por Eduardo Azeredo.
O símbolo tucano foi adotado por ser uma ave brasileira e referência da luta ecológica. O partido conquistou grande espaço no cenário político com a eleição de Fernando Henrique Cardoso à presidência da República em 1994. FHC . vereadores,1.069 prefeitos,8 governadores,153 deputados es taduais,48 deputados federais e 11 senadores.
O PSDB conta com 1.114.000 aliados.
Líder da oposição no Congresso, o PSDB não engrossa diretamente o coro pelo impeachment do presi dente Lula. Atualmente defende propostas como a reforma política,reforma tributária e a lei de concessões e agências reguladoras.
No próximo dia 25 de novembro,o PSDB escolhe o seu novo presidente e deixa para março de 2006 o anúncio do seu candidato à presidência da República.Os nomes mais cotados para concorrer ao governo federal são Geraldo Alckmin, Aécio Neves e José Serra.Entretanto,pouco citado nos últimos meses,o expresidente Fernando Henrique Cardoso também corre por fora.Já Tasso Jereissati é o grande nome para assumir a cadeira de presidente do partido. O maior colégio eleitoral do PSDB nas últimas eleições foi São Paulo O PSDB é a favor da proibição das armas.
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