Clarín e La Nación se preparam para possível prisão de dirigentes
Clarín e La Nación se preparam para possível prisão de dirigentes
Clarín e La Nación se preparam para possível prisão de dirigentes
| Divulgação | |
| Cristina Kirchner |
Os jornais argentinos Clarín e La Nación informaram que reagirão ao pedido de prisão preventiva de seus dirigentes, que ainda será anunciado pela presidente Cristina Kirchner. Segundo o jornal Folha de S.Paulo , o diretor de Negócios do La Nación , Eduardo Lomanto, afirmou que o governo da Argentina usa seu poder de Estado para "manipular a história" e tenta "criminalizar" pessoas ligadas a veículos de oposição.
Para Lomanto, as duas publicações estariam preparadas para entrar com medidas na Justiça com o objetivo de "preservar a liberdade" de seus diretores. O diretor de Comunicações Externas do Clarín , Martín Etchevers, afirmou, ainda, que o departamento jurídico da empresa já possui testemunhas e provas - como documentos que comprovam a legalidade da compra das ações - para refutar as acusações do governo.
Cristina entrará com uma denúncia contra os dois jornais alegando que ambos adquiriram ações da Papel Prensa, a maior produtora de papel-jornal da Argentina, de forma ilegal. Segundo a presidente, os dirigentes serão acusados de serem cúmplices de crime de extorsão, ameaça, privação ilegítima de liberdade, sequestro e homicídio.
Com as denúncias, a Casa Rosada defenderia a tese de que os donos dos jornais oposicionistas seriam cúmplices de homicídio. O governo Kirchner e a viúva do antigo dono da Papel Prensa, Lidia Papaleo de Graiver, sustentam a ideia de que os veículos agiram em cumplicidade com os militares na década de 1970 para perseguir a família Graiver, que faleceu em um acidente de avião.
Caso a Justiça aceite o pedido do governo, preparado sob responsabilidade da Secretaria de Direitos Humanos e pela Procuradoria do Tesouro, os diretores dos impressos poderão ser condenados à prisão perpétua.
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