Clarín e La Nación moderam tom ao noticiar morte de Néstor Kirchner
Clarín e La Nación moderam tom ao noticiar morte de Néstor Kirchner
Atualizado em 29/10/2010 às 09:10, por
Redação Portal IMPRENSA.
Clarín e La Nación moderam tom ao noticiar morte de Néstor Kirchner
| Divulgação |
| Néstor Kirchner |
Segundo o jornal Folha de S.Paulo , Kirchner, marido da atual presidente argentina, Cristina Kirchner, foi destaque de 32 páginas do Clarín - o jornal tem 156 páginas - da edição da última quinta-feira (28), que publicou a manchete "Kirchner, marcou uma época". As reportagens relembraram a trajetória do ex-líder do país, além de abordar o impacto de sua morte na política local.
Em um artigo, o editor-geral do Clarín , Ricardo Kirschbaum, afirmou que o político foi um homem inclinado à acumulação "de poder, de aliados, de afetos, de dinheiro"; que havia acertado ao renovar a Suprema Corte e renegociar a dívida externa do país; mas que não aproveitou "um momento excepcional para plantar e levar adiante questões estruturais que poderiam ter começado a modificar as questões básicas da economia argentina".
Já o La Nación destacou em sua manchete a frase "Morreu Néstor Kirchner: perplexidade e comoção em todo o país", e dedicou 17 de suas 94 páginas ao ex-presidente, além de publicar textos de amigos, funcionários, empresários e dirigentes políticos sobre o político.
Além da mídia impressa, as principais emissoras de TV da Argentina também repercutiram o caso, e chegaram a ter a programação interrompida para transmitir, ao vivo, o velório do marido de Cristina na Casa Rosada, durante todo a quinta.
Nos canais do Grupo Clarín, os repórteres que cobriam o velório diziam a todo o momento que sentiam pesar pela morte de Kirchner, mesmo ele sendo alvo de críticas constantes dos veículos.
Em contrapartida, a repercussão do falecimento do argentino não teve destaque na imprensa britânica. O jornal The Times , por exemplo, abordou o fato em uma página interna na seção de obituários, segundo informações do portal Terra.
O ex-presidente faleceu na quarta (27), vítima de problemas do coração. Após a confirmação de sua morte, as ações do Grupo Clarín subiram 40% na Bolsa de Valores de Buenos Aires. Os conflitos entre os Kirchner e a empresa de mídia começaram em 2008, e incluem a proposta de lei que diminuiria a representação acionária do grupo na maior produtora de papel-jornal do país, a Papel Prensa. O projeto foi incentivado por Cristina.
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