Clarín e La Nación continuam "perseguidos" pelo governo da Argentina

Clarín e La Nación continuam "perseguidos" pelo governo da Argentina

Atualizado em 24/08/2010 às 11:08, por Redação Portal IMPRENSA.

Clarín e La Nación continuam "perseguidos" pelo governo da Argentina

Agência Brasil
Cristina Kirchner

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, anunciará nesta terça-feira (24) uma nova ofensiva na Justiça contra os jornais Clarín e La Nación , com o objetivo de retirar a participação dos veículos na Papel Prensa, maior produtora de papel-jornal do país.

De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo , o governo pretende mostrar que os dois jornais adquiriam ações da Papel Prensa de forma ilegal, depois que os antigos proprietários da empresa foram torturados durante a ditadura militar na década de 1970.

A produtora tinha 75% das suas ações sob controle da família Graiver, e 25% pertencia ao Estado argentino. Atualmente, o Grupo Clárin detém 49% das ações; o La Nación 22,49%; o Estado mantém 27,46%; e os 1,05% restantes estão nas mãos de pequenos investidores.

Caso a denúncia de transação ilegal se confirme, a viúva do antigo dono da empresa, Lídia Papaleo, teria direito a pleitear na Justiça a posse da Papel Prensa. Lídia afirma que teria sido forçada pelos jornais a vender suas ações após sofrer tortura e ameaças de morte, que teriam sido feitas pelo presidente do Grupo Clarín, Hector Magnetto.

A versão de Lídia foi desmentida por Gustavo Carballo, que esteve preso com a viúva na época da ditadura argentina. Carballo declarou que os herdeiros de David Graiver (banqueiro e último dono da Papel Prensa) sofreram tortura meses depois da venda da empresa.

Magnetto negou, na última quarta (18), que a produtora de papel-jornal havia sido adquirida de forma ilegal e chegou a sugerir que as acusações feitas pelo governo argentino teria relação com questões judiciais envolvendo o Grupo Clarín e o Estado argentino.

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