Humildemente Baptistão
Humildemente Baptistão
Apesar dos prêmios, dos elogios, dos seguidores e da longa carreira, o caricaturista revela-se modesto ao comemorar seus dezoito anos de caricaturas para as páginas do Estadão
Eduardo Baptista era uma criança caseira. Em vez de ir para a rua jogar futebol ou empinar pipa, preferia ficar deitado no chão da sala inventando personagens e histórias para desenhálos. Seguia os passos do irmão que, seis anos mais velho, já tinha mais intimidade com o lápis e com o papel: "Meu irmão, na verdade, foi meu professor de desenho. Ele me orientava e dava dicas, mas era bem crítico também. Eu falava: 'meu irmão não gosta de nada, nunca vou agradá-lo'. Hoje vejo como isso foi importante", lembra.
Apesar das cobranças e da dedicação, Baptistão nunca terminou uma história em quadrinho. Sem vocação para escrever roteiros, não conseguia resolver as encruzilhadas em que os personagens estavam envolvidos. Além disso, o aborrecia ter que ficar fazendo cenário e ambientação. Gostava mesmo era de desenhar gente. Até hoje essa é sua preferência. "Não gosto de desenhar carro, prédio, objeto, mobiliário, nada", esclarece. Exatamente por isso se deu tão bem com as caricaturas que aprendeu a fazer quando já integrava a equipe do O Estado de S. Paulo , veículo no qual está há 18 anos.
Antes de chegar ao jornal, aos 24 anos, enfrentou incertezas sobre o rumo que deveria tomar: "Eu tinha dúvida e me perguntava se a partir do momento em que me tornasse um profissional do desenho, isso não ia me saturar, se tornar uma coisa chata, cansativa". A hesitação, garante, não estava de todo errada. "Eu gosto muito do meu trabalho, mas preciso muito das minhas férias anuais para desintoxicar."
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