Hugh Grant diz que sofreu escutas ilegais de jornal que não é de Murdoch

O ator britânico Hugh Grant mencionou, pela primeira vez, a possibilidade de um jornal não comandado por uma empresa de Rupert Murdoch ter realizado escutas telefônicas, informa a Grant prestou depoimento à Comissão de Ética que investiga a atuação da mídia, nesta segunda-feira (21).

Atualizado em 21/11/2011 às 13:11, por Redação Portal IMPRENSA.

Sobre uma matéria publicada no tabloide Mail on Sunday , em 2007, que divulgou o suposto fim de seu relacionamento com Jemima Khan, por causa de uma conversa com outra mulher, ele disse que as informações "só poderiam ter sido obtidas se tivessem acessado ilegalmente sua caixa postal".
O tabloide - publicado pela empresa Associated Newspaper Ltda. - teria dito que Grant conversava com uma moça "com voz agradável". O ator afirmou que, na época, uma assistente de produção deixava recados charmosos e engraçados em seu telefone e que sua voz poderia ser considerada "agradável".
Após a publicação, Grant processou o jornal por calúnia. Questionado se teria provas para confirmar a acusação, o "galã" britânico disse que não, mas insistiu em questionar as fontes do jornal para obter este tipo de informação.
A Comissão de Ética para investigar a mídia foi convocada pelo primeiro-ministro David Cameron após a explosão do escândalo de escutas telefônicas realizadas por jornalistas do extinto tabloide News of The World, publicado pela News Corporation, do magnata da mídia, Rupert Murdoch.
O Parlamento investiga se esta prática seria utilizada em outras publicações e veículos de comunicação do país.
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