"Honduras é o país mais perigoso do mundo para jornalistas", diz professora
Em entrevista ao jornal Brasil de Fato, Patricia Murillo, fundadora do curso de Jornalismo da Universidade Nacional Autônoma de Honduras (UNAH), em San Pedro Sula, denuncia a recorrência de assassinatos de profissionais da comunicação impunes, acusando o governo de utilizá-los como instrumentos contra a informação e a liberdade de expressão.
Atualizado em 09/12/2013 às 17:12, por
Redação Portal IMPRENSA.
de Jornalismo da Universidade Nacional Autônoma de Honduras (UNAH), em San Pedro Sula, denuncia a recorrência de assassinatos de profissionais da comunicação impunes, acusando o governo de utilizá-los como instrumentos contra a informação e a liberdade de expressão.
Em entrevista ao jornal Brasil de Fato , a professora diz que o atual governo vem cercando veículos da imprensa de oposição. "Há mil maneiras de exercer o controle informativo. Quando se chega ao ponto de invadir a casa de alguns profissionais para roubar computadores e seus aparelhos de comunicação, não há qualquer limite. Esta é a realidade de um país que não está em guerra, mas que é hoje o país mais perigoso do mundo para exercer o jornalismo. Em Honduras a liberdade de expressão está ferida, mas não está morta", diz.
Patricia, que é militante do Partido Livre (Liberdade e Refundação), acusa também a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) de negligência: "Quando a SIP sente que algum jornalista associado a ela é agredido ou visto com maus olhos, ela já corre para criminalizar o movimento sindical hondurenho. Mas não diz nada quando matam dezenas de jornalistas populares, pertencentes ou simpatizantes do Partido Livre".
A atual situação Em 28 de junho 2009, o então presidente Manuel Zelaya foi capturado por militares e forçado a deixar o país. A crise política que começou naquele ano culminou com a eleição, em 25 de novembro, e a vitória do candidato governista de direita Juan Orlando Hernández. Zelaya e sua mulher, a candidata derrotada Xiomara Castro, acusam o governo de manipular os resultados.
Em entrevista ao jornal Brasil de Fato , a professora diz que o atual governo vem cercando veículos da imprensa de oposição. "Há mil maneiras de exercer o controle informativo. Quando se chega ao ponto de invadir a casa de alguns profissionais para roubar computadores e seus aparelhos de comunicação, não há qualquer limite. Esta é a realidade de um país que não está em guerra, mas que é hoje o país mais perigoso do mundo para exercer o jornalismo. Em Honduras a liberdade de expressão está ferida, mas não está morta", diz.
Patricia, que é militante do Partido Livre (Liberdade e Refundação), acusa também a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) de negligência: "Quando a SIP sente que algum jornalista associado a ela é agredido ou visto com maus olhos, ela já corre para criminalizar o movimento sindical hondurenho. Mas não diz nada quando matam dezenas de jornalistas populares, pertencentes ou simpatizantes do Partido Livre".
A atual situação Em 28 de junho 2009, o então presidente Manuel Zelaya foi capturado por militares e forçado a deixar o país. A crise política que começou naquele ano culminou com a eleição, em 25 de novembro, e a vitória do candidato governista de direita Juan Orlando Hernández. Zelaya e sua mulher, a candidata derrotada Xiomara Castro, acusam o governo de manipular os resultados.





