Homens armados compram à força exemplares do Extra para impedir circulação na Baixada
Homens armados compram à força exemplares do Extra para impedir circulação na Baixada
Homens armados compram à força exemplares do Extra para impedir circulação na Baixada
PorNo último domingo (28), um grupo de homens armados impediu que uma edição do jornal carioca Extra com a manchete "Deputados em campanha mentem para garantir salário de R$ 13 mil" fosse entregue aos leitores da Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro.
Cerca de 30 mil exemplares foram comprados à força no centro de distribuição do jornal, em Belford Roxo, e bancas de São João de Meriti e de municípios vizinhos foram fiscalizadas pelo grupo para checar se havia algum exemplar disponível.
Além disso, os homens estiveram na sede do jornal, na rua Marquês de Pombal, para comprar mais 10 mil exemplares. Ocupando um Vectra e um caminhão, o grupo - chefiado por um homem que se identificou como coronel do Corpo de Bombeiros - conseguiu levar 850 jornais.
A manchete do Extra denunciava que os deputados Marcelo Simão (PHS), Rodrigo Neves (PT) e Alessandro Calazans (PMN) faltaram ao trabalho e inventaram compromissos para ter garantir o salário integral de R$ 13 mil. Marcelo Simão é candidato a prefeito em São João de Meriti; Rodrigo Neves, em Niterói; e Alessandro Calazans, em Nilópolis, municípios localizados na Baixada.
Intervenção
Nesta segunda-feira (29) - a pedido da Infoglobo Comunicações, empresa que edita o Extra - foi necessária a intervenção da Polícia Militar para garantir a distribuição do jornal. Policiais acompanharam a saída de caminhões que transportavam os exemplares, monitoraram sua entrega e garantiram a segurança de funcionários e distribuidores.
A Associação Nacional de Jornais (ANJ), divulgou uma nota à imprensa protestando contra o ocorrido. "Mais do que uma violência contra os distribuidores e jornaleiros e também contra o "Extra", a ação dos grupos armados foi um atentado ao direito dos cidadãos de serem livremente informados e um lamentável golpe à liberdade de imprensa", dizia o comunicado.
Otávio Guedes, editor-chefe do Extra , afirmou ao Portal IMPRENSA que a escolta policial ocorreu porque o jornal entrou com uma representação no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) comunicando que o direito de informação foi cerceado. Além disso, a reportagem sobre os deputados que mentiram para conseguir salário integral foi republicada na íntegra na edição desta segunda.
Leia mais






