Holofote enfrenta "mal" das assessorias com otimismo e fecha o ano de forma positiva

Holofote enfrenta "mal" das assessorias com otimismo e fecha o ano de forma positiva

Atualizado em 09/11/2007 às 19:11, por Cristiane Prizibisczki/Redação Portal IMPRENSA.

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"O mercado de assessoria ainda sofre de um mal agudo, que é a falta de valorização". A declaração, um tanto pessimista - mas nem por isso resignada -, é de Eduardo Pugnali, sócio-diretor da Holofote Comunicação, segunda empresa a ser entrevistada para a série sobre comunicação empresarial que o Portal IMPRENSA vem realizando.

Fundada em 2000, a Holofote atende hoje 50 clientes, entre eles, as marcas Deca, Mon Bijou, AGFA e Grupo O Dia de Comunicação. O número de contas é cerca de 39% maior do que o verificado no ano anterior, o que está em conformidade com as expectativas projetadas para 2007.

Mesmo o ano tendo iniciado de forma "difícil" - considerando a "ressaca" da Copa do Mundo e das eleições, no final de 2006, a Holofote traçou como meta alcançar o que havia sido perdido e estabilizar os trabalhos, receita dos bons resultados obtidos.

"Atingir essa meta já era uma conquista, porém fomos além. Especialmente o segundo semestre tem trazido bons resultados tanto na área de comunicação corporativa, mas em particular na de eventos, que ganha uma injeção nessa época [do fim do ano] por conta de festas, premiações e afins. Devemos fechar o ano com crescimento também em torno de 20%", diz Pugnali.

Segundo ele, a dificuldades externas da comunicação somaram-se ao "mal agudo" das assessorias: a prática de cobrar pouco pelos trabalhos, o que acaba por jogar os valores cobrados para baixo e os custos da agência para cima. No entanto, Pugnali salienta que o fator positivo para 2007 foi a procura maior pelos serviços de comunicação empresarial. Na Holofote, a demanda foi forte na área em que a agência é especialista.

"Aqui na Holofote, atendemos alguns clientes de arquitetura, construção e decoração e houve uma procura grande de empresas interessadas no nosso know-how nesse mercado. O que acho é que houve um crescimento no interesse para ter esse serviço de comunicação de forma geral", explicou.

Ao realizar um balanço deste ano, Pugnali chega à conclusão de que, em 2008, o setor só tende a crescer, mesmo depois destes "tempos difíceis". "Temos certeza que 2008 será muito melhor que 2007. Costumo brincar que 2006 foi tão ruim que contaminou 2007. No entanto, o ano 2007 se libertou desse ranço de 2006 nesta reta final, e a tendência é de que tenhamos um crescimento contínuo em 2008. Sobre previsões de crescimento, ainda não fechamos um estimativa, mas queremos no mínimo manter os índice de 20% anual que temos tido nos anos anteriores", finaliza.